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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ideias para fazer da leitura um prazer

Com a primavera, as feiras do livro começam a espalhar-se um pouco por todo o país. Assim me ocorreu escrever sobre a leitura.

Recordo, com saudade, os tempos em que eu e a minha irmã, em plena adolescência, fazíamos campeonatos de leitura, vendo quem conseguia terminar primeiro um livro ou ler mais livros num certo período de tempo. Deste prazer não desfruta a maioria dos jovens de hoje. É certo que muitas são as solicitações que se lhes oferecem. Mas bem vistas as coisas, essas podem não colidir com o prazer que os livros dão.

As fontes de informação hoje são diversas. Não obstante a Internet nos fornecer uma enorme quantidade de dados em tempo-relâmpago, a pesquisa nos livros não pode ser dispensada para se estudar, seja em que nível de ensino for.

Mas se ler é importante para um estudante, é-o também para qualquer outra pessoa. Não me refiro só à exclusão que cada vez é maior para quem não domina a leitura. Refiro-me também à leitura como fonte de prazer, alimento para a nossa imaginação, forma de relaxamento.

É certo que se lê melhor quando se gosta de ler. Se se gosta de o fazer, certamente irá haver mais tempo de leitura e mais prática, os quais levarão a que ela se torne mais rápida e mais agradável e, talvez até, um hábito. São, no entanto, muitos os pais que se queixam de que os filhos não leem ou não gostam de ler. Vou hoje dar algumas sugestões para ajudarem os vossos filhos a ler melhor e a gostar de o fazer.

Começo por vos contar uma pequena história do meu repertório familiar, daquelas que se contam nas reuniões de família, para que todos se divirtam. É que, sempre que nasce uma criança na família ou no círculo dos amigos, faço questão de oferecer um livro. Esta prática vêm-me dos tempos em que verifiquei que o brinquedo preferido do meu filho mais velho, quando bebé, era um livro de plástico, com que ele brincava no banho. Hoje já os há dos mais diversos materiais e com funções diversas. Eles permitem que os bebés, ou as crianças um pouquinho mais velhas, iniciem uma leitura à sua medida. Não estão a ler as letras, é certo, mas estão a ler o livro à sua maneira. A imaginação trabalha e os pais podem depois contar a história das ditas "letras".

Outra prática familiar que sempre desenvolvi, com muito carinho, foi a leitura de uma história antes de os meus filhos irem para a cama. Lembro-me de os ver, um com 4 anos e o outro com 8, orgulhosos por eu os ter deixado ficar acordados até mais tarde nas férias, cada um a ler o seu livro na sua cama. Perguntar-me-ão: "Como é que o de 4 anos lia?". Respondo: "Não sei. Com certeza criava histórias a partir dos desenhos". A verdade é que, anos depois, mantêm o gosto pela leitura.

Outras sugestões aqui ficam:

- Se tem um filho no 2.º ou no 3.º ciclo e outros mais novos, peça ao primeiro que leia histórias aos mais novos. Assim poderá praticar a leitura e fazer nascer, nos mais pequenos, o gosto por ela.

- Crie, nos seus filhos, o hábito de levarem um livro ao gosto deles, quando vão para um sítio onde precisam de esperar (por ex. para um consultório médico). Enquanto eles são pequenos, será o pai ou a mãe a ler a história.

- Quando forem mais crescidos, fá-lo-ão autonomamente. Diz-me a minha experiência pessoal que é uma estratégia ótima para eles serem mais pacientes na espera.

- Ajude-os a escolherem livros sobre assuntos que lhes despertem a curiosidade ou com histórias em que se baseiam filmes de que eles gostam.

- Faça contratos com os seus filhos: se eles lerem um livro num tempo a combinar, receberão um pequeno prémio de valor simbólico.

E já agora, se houver uma Feira da Livro nas suas redondezas, não deixe de a ir visitar com os seus filhos e de os deixar escolherem alguns livros.
Armanda Zenhas

Fonte: Educare

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Blogues escolares premiados com viagens para EUA

O concurso 'Ler em Português' vai premiar professores e alunos de português com viagens a Portugal e EUA os melhores blogues de escolas dos dois países, com conteúdos ligados ao Plano Nacional de Leitura. 

João Caixinha, da Coordenação do Ensino do Português nos EUA (Instituto Camões), adiantou que continuam a ser recebidas inscrições ao longo das últimas semanas e que dezenas de escolas dos dois países já estão a trabalhar na primeira edição deste concurso.

"Pretende-se criar hábitos de leitura e permitir que escolas norte-americanas estejam em contacto com escolas portuguesas", disse o responsável da coordenação, que trabalha junto ao Consulado de Portugal em Boston.

João Caixinha destaca ainda a possibilidade de aproximar as escolas dos dois países, pelo facto de as equipas serem mistas.

Cada equipa será composta por oito elementos - um professor e três alunos portugueses e outros tantos norte-americanos, que terão de ter competências básicas no português e no inglês.

O concurso foi aberto pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Rede de Bibliotecas Escolares e Plano Nacional de Leitura e tem como parceiros as secretarias regionais de Educação de Madeira e Açores, além do Instituto Camões.

A primeira edição tem como tema ‘Liberdade e segurança numa sociedade plural’ e destina-se apenas a escolas secundárias, prevendo-se que o concurso seja alargado também ao básico no próximo ano. 

Cada "blogue" terá de publicar duas entradas (posts) por semana, até 15 de Maio.

As equipas terão ainda de apresentar um trabalho final, em que deverão ser usados preferencialmente os recursos físicos e digitais disponibilizados pelas bibliotecas escolares.

As equipas vencedoras são premiadas com "um programa de intercâmbio entre Portugal e os EUA para conhecer a cultura e os costumes dos dois países, bem como as dinâmicas e os projetos de leitura e literacia desenvolvidos pelas respectivas escolas e bibliotecas escolares", refere o regulamento.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Manual de boas práticas para ajudar alunos com insucesso escolar

"Jovens de Futuro” é o título de novo manual destinado a divulgar as boas práticas que podem ajudar crianças e adolescentes com problemas de insucesso escolar associados ao contexto socioeconómico em que vivem.

O livro espelha o trabalho desenvolvido, desde 2008, em 10 concelhos pelos Empresários pela Inclusão Social (EPIS), que têm apoiado milhares de crianças e adolescentes no percurso escolar.

Agora, a EPIS defende a criação de uma plataforma electrónica nacional que sinalize os casos de risco e as taxas de resolução.

Ao fim de três anos no terreno, os empresários constataram que o sistema existente funciona "muito em roda livre", com falta de articulação entre as diferentes entidades envolvidas, e manifestam-se disponíveis para colaborar com o Governo na criação de uma rede de reencaminhamento de jovens com problemas de insucesso escolar, associados ao contexto socioeconómico em que vivem.

"O nosso grande objectivo é que essa experiência possa ser transformada num sistema ou numa base de dados ou site, a nível nacional, porque existe muita falta de informação centralizada destes casos e destes factores de risco", declarou.

"Sobretudo, não há um sistema que permita formas de acompanhamento e controlo, de avaliação destes casos, que são graves, a nível nacional, sustentou o coautor do livro.

Para Diogo Simões Pereira, existe uma entidade - a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens - que "poderia ter eventualmente um sistema informático que ajudasse, por um lado, a comunicação da sinalização a ser mais rápida", mas depois haver controlo das taxas de resolução.

"Gostaríamos muito de poder participar num projecto dessa natureza e a EPIS estaria também disponível para investir e para apoiar o Estado", avançou.

Rede de mediadores para o sucesso escolar

A EPIS tem já a experiência de uma rede de mediadores para o sucesso escolar, constituída por 40 elementos, que trabalham a tempo inteiro nas escolas com alunos de risco previamente identificados, sobretudo no 3.º Ciclo, quando se verifica o maior perigo de retenção e abandono escolar.

"Trabalhamos com os jovens para melhorarem e medimos as notas todos os períodos", explicou, acrescentando que são envolvidos neste processo os parceiros locais.

No livro, com prefácio do ex-ministro da Educação David Justino, são incluídos dados estatísticos sobre a escolaridade em Portugal e casos reais de alunos abrangidos pelo projecto.

Entre 2007 e 2010, o projecto passou por 88 escolas e cerca de 30.000 alunos.

De acordo com David Justino, a criação da EPIS foi, em 2006, "uma das mais marcantes respostas ao desafio lançado pelo presidente da República visando um compromisso dos portugueses para a inclusão social".

Além de Diogo Pereira, assinam o livro Paulo Nossa, José Manuel Canavarro, Rita Vaz Pinto e Luísa Mantas.

Os autores consideram que, perante a detecção de cenários de elevado absentismo escolar, os mecanismos colocados ao dispor da escola são "morosos e de reduzida eficácia".
Fonte: Aula Magna

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Concurso promove criação literária "Eu conto!"

Em março, as crianças e jovens de Portugal Continental vão poder dar asas à imaginação participando no concurso "Eu conto!", resultante de uma parceria entre o Banco Popular e o Plano Nacional de Leitura.

O concurso é dirigido a alunos de todas as idades, do pré-escolar ao ensino secundário, e pretende "estimular e valorizar a criação literária e artística das crianças e jovens e, simultaneamente, promover a cooperação e a solidariedade como valores essenciais ao desenvolvimento pessoal", explicam os organizadores em comunicado.

Além disso, o "Eu Conto!" propõe-se celebrar o livro e a leitura através de um conjunto de iniciativas que envolvem desde autarquias a jornalistas, passando por docentes e encarregados de educação.

Esta é a primeira vez que a competição será apoiada pelo Banco Popular cuja política de responsabilidade social compreende "um conjunto de ações e projetos regulares que contribuem para o acesso à educação e formação de crianças e jovens". 

O concurso vai decorrer no âmbito da Semana da Leitura, que se assinala em Março. As escolas e agrupamentos deverão desenvolver os trabalhos durante os meses de Janeiro e Fevereiro, sendo os produtos finais entregues na respetiva semana.

Os vencedores, apurados em abril e maio, serão premiados com equipamentos didáticos e relacionados com leitura e tecnologias de informação.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

eBooks chegam à Biblioteca Nacional de Portugal


A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) já tem disponíveis na sua livraria online edições em formato de eBook

Os livros electrónicos da BNP podem ser alugados ou adquiridos. O aluguer tem um custo de 1 euros, para cinco dias, enquanto que a venda das edições tem um desconto de 50 por cento face ao preço da versão em papel. Neste caso o acesso à edição é vitalício.

As edições digitais podem ser acedidas através de uma plataforma específica disponibilizada na livraria online da BPN.

As edições da BNP podem ser lidas por dispositivos com sistemas operativos da Apple, Android e Windows.

Esta plataforma para eBooks foi desenvolvida integralmente em Portugal pela Marka, sendo as soluções de Tecnologias de Informação utilizadas baseadas em Adobe.
Fonte: Sol

sábado, 3 de dezembro de 2011

Atividades de leitura para a infância e a juventude

Quando se fala de leitura infanto-juvenil, penso que será pertinente falar-se de leitura, de leitura para e de leitura com, cada um dos três tipos com atividades específicas.

Chamaria leitura, simplesmente leitura, a todas as atividades de leitura autónoma, seja recreativa, para investigação, para estudo ou para qualquer outro fim. Leitura para e leitura com implicam a intervenção e a colaboração de pelo menos duas pessoas: a criança e um adulto (professor ou familiar). Leitura para, como o nome pressupõe, é uma atividade em que alguém lê para outra(s) pessoa(s). Leitura com, tendo a participação de um mínimo de duas pessoas, implica uma participação ativa de todas. Qualquer destes três tipos de leitura pode ocorrer em diferentes idades, desde o nascimento até à adolescência, tendo em conta apenas as faixas etárias a que nos referimos neste artigo.

Então pode começar-se a ler autonomamente desde que se nasce? Como, se não se conhece o código escrito? Quando um bebé brinca com um livro de pano e se diverte a experimentar as diferentes texturas ou a produzir os vários sons que ele proporciona, está a manipular um livro, a virar as suas páginas, a utilizá-lo para criar sentido e o tornar significativo. Com o passar do tempo, a criança vai conseguir ver as figuras de um livro e criar uma história a partir delas, o que é, à sua maneira, e de forma adequada para o nível etário, ler. Se esse livro já foi lido para ela, por exemplo, pelos pais, ser-lhe-á ainda mais fácil recriar a história que já ouviu e ir-se apercebendo de que aqueles caracteres que ainda não consegue descodificar transportam essa narrativa. Com a entrada na escola e a aprendizagem da leitura, a criança poderá, finalmente, começar a fazer uma leitura no sentido tradicional do termo. Existe uma grande variedade de livros, com texto mais ou menos longo, ou até mesmo apenas com palavras associadas a imagens ou com pequenas frases. Uma seleção cuidada dos livros a oferecer a uma criança poderá ajudar a que ela consiga ler autonomamente, o que, além do prazer associado à leitura, contribuirá para a tornar uma leitora mais motivada e mais competente, sendo cada livro, com texto cada vez um pouquinho mais longo, um novo desafio.

Ler para é uma atividade que pode ser iniciada mesmo antes do nascimento, com a mãe a ler para o filho que sente dentro de si. Quando a criança nasce, desde pequena que aprecia ouvir ler e contar histórias. As histórias tradicionais, as lengalengas, as rimas têm vindo a passar de geração em geração e continuam a encantar os mais miúdos e os mais graúdos (nos quais me incluo). Quando a criança começa a aprender a ler, pode deixar de ser o sujeito passivo da atividade de "ler para" e passar a ser um sujeito ativo, lendo para os seus pais. É essencial escolher bem o texto, para que o grau de dificuldade seja adequado e o desafio não seja excessivo. Ler alto para ouvintes interessados e carinhosos é uma atividade enriquecedora que pode contribuir para o desenvolvimento de competências de leitura, como por exemplo a fluência e a entoação.

Ler com pode acontecer também desde muito cedo e, frequentemente, mistura-se com "ler para". Quando lemos uma história aos mais pequenos, tendemos a solicitar a sua participação, fazendo-lhes perguntas ou pedindo-lhes que reproduzam o som das personagens: "Então apareceu um cão: Como faz o cão?", "Nesse momento, apareceu o lobo mau. O que é que ele disse ao porquinho do meio?". Quando a criança começa a aprender a ler, ou se for mais velha e tiver ainda dificuldades na leitura, estas atividades podem ajudá-la a desenvolver competências de leitura e autoconfiança nas suas capacidades. Se a mãe ou o pai se sentarem com o seu filho em torno de um texto curto, podem desenvolver algumas atividades lúdicas de leitura: cada um lê uma frase da história; o adulto lê primeiro uma frase e a criança repete-a; o adulto lê uma frase com um erro e a criança repete-a corrigindo o erro (Ex.: O adulto lê "O boi cruzou-se com o cão." A criança repete e corrige "O boi cruzou-se com o cavalo."); as duas atividades anteriores, sendo feita a leitura de várias frases ou de um parágrafo; recorte dos parágrafos de uma história e reconstrução da história, lendo cada elemento da família o(s) parágrafo(s) que lhe coube(ram).

Quando se sabe ler bem e se desenvolveu o hábito, ler é um prazer que sabe bem ter cultivado. O percurso para adquirir esse hábito é igualmente um prazer e pode ser um prazer partilhado. Na leitura podem-se encontrar/reencontrar as gerações. Pais e filhos, avós e netos, para todos há espaço no mundo das letras e dos livros.

Armanda Zenhas
In: Educare

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A promoção da literacia e da cidadania com o clube do jornal escolar

Hábitos de leitura
Na escola do século XXI, a formação de cidadãos conscientes e ativos é um objetivo fundamental dos projetos educativos. O texto informativo (em qualquer suporte ou registo) e o fotojornalismo podem desencadear aprendizagens e processos de motivação na sala de aula e nas atividades de enriquecimento. Os hábitos de leitura de jornais, dentro e fora da escola, são um alicerce para a construção de uma visão pertinente e de uma análise crítica da sociedade. Informar para compreender e agir é um objetivo estruturante do Clube do Jornal Escolar.
A importância do Clube do Jornal Escolar na dinâmica da comunidade educativa
O contributo da imprensa para a promoção da leitura, da literacia e da cidadania plena é inegável, bem como a análise mais ou menos aprofundada (de acordo com o nível etário dos alunos) da influência dos media na “aldeia global” é vital para uma interpretação fundamentada da atualidade . Uma escola capaz de interagir com a comunidade tem de sair da sala de aula e dotar-se de espaços, como os clubes, que não “ocupem” os alunos nos tempos livres, mas lhes permitam desenvolver as suas competências didática e ludicamente.
A construção de um projeto no âmbito das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) tem como pressupostos as orientações curriculares da política educativa, o projeto educativo do estabelecimento ou agrupamento de ensino e a interação do meio sociocultural envolvente. O CJE, nesse sentido, é entendido como um órgão fulcral no conhecimento e na exploração da criatividade, da autonomia e das mais diversificadas vivências. Assim, o CJE, quer na sua vertente de imprensa escrita (em papel e/ou na página web da escola), quer alargado aos Clube da Rádio e Clube da Fotografia, entender-se-á como um projeto dinamizador e motivador da vida escolar. A concretização do projeto do CJE não se esgota na publicação periódica do jornal e respetiva colaboração na página web do estabelecimento de ensino, mas, na perspetiva perfilhada, ultrapassa essa dimensão, pois pode motivar vocações e caminhos profissionais.  
Um projeto educativo de escola e/ou de agrupamento escolar que consagre o CJE como atividade dinâmica tem de assumir as AEC como uma vertente de aprendizagem. Abrem-se, desta forma, portas para uma inter-relação entre diversos clubes e a criação do “Repórteres em Movimento”. A conjunção de três clubes, Jornal Escolar (CJE), Fotografia (CF) e Rádio (CR), estruturados como partes de um todo, pode resultar numa aliciante experiência pedagógica e constituir-se como uma pertinente oferta de escola. Estes três clubes estruturados no projeto denominado como o “Repórteres em Movimento” permitirão a compreensão do papel da imprensa, dos órgãos da comunicação social e do universo jornalístico como fatores fundamentais da sociedade contemporânea e a interatividade , numa escola e/ou agrupamento, dos seus diversos elementos. Este projeto , em situações correntes e até em alunos com Necessidades Educativas Especiais e/ou Currículos Alternativos, poderá constituir-se como oferta de escola. De uma forma mais ou menos implícita (de acordo com o grupo etário e a literacia dos alunos envolvidos), a equipa de coordenação do CJE pode desenvolver estratégias para uma compreensão gradual do papel da imprensa, dos órgãos de comunicação social, dos opinion makers e do universo do audiovisual na “aldeia global” em que vivemos. Se os alunos estiverem envolvidos nessa mesma dinâmica compreenderão o seu papel (ativo ) e não como meros espectadores.
Potencialidades de um projeto
Uma possibilidade de intercâmbio do “Repórteres em Movimento” com a comunidade educativa é a relação com outros clubes e com os departamentos disciplinares, a nível de criação de secções específicas do jornal com uma colaboração permanente ou pontual. Vários estabelecimentos de ensino promovem um tema aglutinador para o seu projeto educativo e para as suas atividades anuais, pelo que o CJE poderá publicar artigos, entrevistas e outro tipo de trabalhos.
A pesquisa e a elaboração de trabalhos para publicação no jornal escolar ou para dinamização de um momento radiofónico (por exemplo, a recolha de dados sobre grupos musicais ou músicas sobre determinado tema ou época pode dar origem a um programa de rádio de uma turma) podem incentivar um grupo de alunos para uma atividade que “marque” a escola. Da mesma forma, um debate ou uma conferência no CR pode ser precedida pela publicação de uma entrevista ou reportagem no jornal escolar. Muitas ideias surgirão se a equipa de coordenação do CJE estiver atenta aos interesses socioculturais da comunidade educativa e se os alunos participarem ativamente .
Considerando as premissas educativas atuais , o CJE (ou o “Repórteres em Movimento”) serve como veículo para a formação de uma cidadania plena e consciente e para o uso correto da língua portuguesa (escrita e oral). Os alunos envolvidos, principalmente, desenvolverão capacidades de trabalho com as TIC e outras tecnologias (fotografia e rádio).

João V. Faria
Grupo 300, EB2/3 Fernando Pessoa, Lisboa

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Especialista defende que promoção da leitura previne insucesso de crianças desfavorecidas

Ao realçar o papel do contexto familiar na promoção das "aprendizagens decisivas para a vida", Lucília Salgado, professora da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), afirma ser "importante dar às crianças, já no pré-escolar, aquilo que as famílias com literacia dão aos seus filhos".

Em Portugal, "cerca de metade das crianças que entram no 2.º ciclo leem mal ou não compreendem o que leem. É importante que se recupere, já no pré-escolar, aquilo que elas não tiveram na família, desenvolvendo atividades que as levem a sentir necessidade e vontade de ler, que percebam como se escreve e como se organiza um texto", afirma a especialista.

A ESEC inicia no sábado um ciclo de conferências sobre "Novas Alternativas Educativas para a Exclusão", sob a coordenação de Lucília Salgado, no âmbito da licenciatura em Animação Socioeducativa.

Situações como "ver pessoas significativas a ler com empenho, o pai, a mãe ou os irmãos mais velhos a ler, a leitura de histórias em família, dialogar sobre o que se lê e idas a bibliotecas ou livrarias" são consideradas fundamentais para a criança adquirir o gosto pela leitura e, dessa forma, entrar no sucesso escolar.

A primeira conferência incide na temática "Prevenir uma maior qualidade educativa desde a entrada para a escola: a criação de condições para a aprendizagem da leitura e da escrita em crianças de idade pré-escolar".

A segunda conferência, no dia 12, abordará a "Educação familiar e formação de adultos para a criação de condições de uma boa inserção escolar", partindo de um estudo que indica que as famílias que participaram nas Novas Oportunidades de qualificação "passaram a valorizar mais a escola e a envolver-se mais na educação dos filhos".

Apesar das Novas Oportunidades, "quase um milhão de portugueses continuam com baixas qualificações escolares e não leem, são pessoas em situação de pobreza e exclusão. E não é com estratégias de ler o 'bê-á-bá' que se altera a situação, mas com atividades que valorizem as pessoas e partam daquilo que elas sabem, que as levem a ter necessidade de ler", alerta.

As "Competências de literacia para destinatários de baixas qualificações escolares (alfabetização de adultos)", "O Desenvolvimento Local enquanto estratégia contra a exclusão social. Criação de oportunidade de lazer assentes no património imaterial local" e "Promover o sucesso escolar em situações de educação prioritária: promoção e intervenção em contextos de risco" são os temas das restantes conferências, a decorrer até 15 de dezembro e organizadas pelo ESEC em parceria com o Instituto Humanus (IH).

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ainda somos conservadores quando lemos ebooks

O que os adultos querem de um ebook é que ele seja o mais parecido com o livro em papel. Só abrem uma excepção para a criatividade: quando se trata de literatura infantil. As vendas de livros impressos caíram em 2010 e os géneros mais afectados foram a ficção e a literatura infantil. E é o grupo britânico Pearson que lidera o mercado mundial foi hoje divulgado no primeiro dia da Feira do Livro de Frankfurt.
Os leitores que compram ebooks actualmente nos Estados Unidos são muito conservadores. "Querem ler nos seus ereaders o que lêem no papel. A questão agora é saber se no futuro esses leitores vão querer ter nos seus aparelhos coisas mais criativas", disse John Makinson, ontem à tarde, no primeiro dia da Feira do Livro de Frankfurt, numa sessão onde se discutiam quais os novos horizontes para a indústria editorial global.
Mas quando se entra no mercado da literatura infantil, a percepção dos leitores é diferente. "Basta ver uma criança de dois anos a mexer num iPad, um tablet da Apple, para se perceber o que vai acontecer no futuro", acrescentou o CEO da Penguin. Um leitor habitual de livros em formato digital está disposto a pagar mais dinheiro por uma aplicação ou por um ebook que tenha toda a tecnologia multimédia que lhe pode estar associada - vídeo, áudio, etc, etc - se se tratar de um livro de literatura infantil. Mas quando se entra no mercado de livros para adultos, o que os leitores querem ainda é ter a mesma experiência que têm ao ler um livro em papel.
Outros dos dilemas que a marca Penguin enfrenta num momento em que a digitalização facilita a globalização é saber se deve continuar a apostar no mercado da língua inglesa ou se deve optar por estender a sua marca para outros países, como já fez no Brasil numa associação com a editora Companhia das Letras.
O CEO da Penguin, John Makinson, falava durante a sessão onde foi divulgada a lista dos maiores grupos de editores do mundo em 2011 feita pela revista especializada LivresHebdo . O grupo britânico Pearson aparece em primeiro lugar nesta classificação da indústria editorial. Com as suas duas marcas - a Pearson Education e a Penguin - teve em 2010 o melhor ano da sua história com um total de volume de negócios de 6102 milhões de euros. A Pearson Education é considerado o mais importante editor escolar do mundo e a Penguin Group (Dorling Kindersley, Puffin e Ladybird) é um dos principais editores generalistas mundiais com a publicação de 4 mil novos títulos por ano.
A uma distância de mais de 700 milhões de euros aparece nesta lista da LivresHebdo em segundo lugar, o grupo Reed Elsevier com um total de 5387 milhões de euros em 2010. Com as marcas Lexis Nexis e Elsevier Science, este grupo é especializado em publicação de livros de ciência, medicina, direito e gestão. Em terceiro lugar na lista ficou o grupo canadiano Thomson Reuters. Em quinto, a Bertelsmann, seguida da Hachette Livre em sexto.
É o quinto ano que este palmarés que classifica os grupos editoriais mundiais é realizado pela revista francesa em conjunto com a Rudriger Wischenbart Content and Consulting.
Pela primeira vez entraram na lista grupos editoriais chineses, russos e brasileiros. Na China, no Brasil e na Coreia os novos gigantes da edição estão ligados à edição escolar e universitária.
Um outro relatório sobre a vendas de livros mundiais foi divulgado durante a conferência TOC – Tools of Change em Frankfurt. A Nielsen Book revelou que as vendas de livros impressos continuaram a cair em 2010 em diversos mercados e concluiu que as condições macroeconómicas vão ficar piores antes de melhorarem.
No mercado a maior queda na venda de livros impressos deu-se na Irlanda (8,7 %), no Reino Unido (6,1%), nos EUA (5,7%) e em Espanha (2,3 %). O género literário mais afectado por esta quebra de vendas nos livros impressos foi a ficção seguida dos livros infantis.
 In: Público

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

As medidas adoptadas para a melhoria dos níveis de leitura


Apesar dos progressos registados na Europa relativamente ao desenvolvimento de políticas de literacia ao nível da leitura, os resultados são ainda insuficientes. Um em cada cinco jovens com 15 anos de idade e um elevado número de adultos não conseguem ler correctamente. Esta é a principal conclusão de um estudo recente da Comissão Europeia, desenvolvido pela rede Eurydice e apresentado publicamente no mês de Julho.
Este estudo abrange 31 países (Estados-Membros da União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Turquia) e vem demonstrar que, na maioria das situações, as políticas de literacia desenvolvidas têm deixado de fora os grupos considerados de maior risco, nos quais se incluem os rapazes, as crianças de meios desfavorecidos e os migrantes.
De entre as políticas implementadas na maioria dos países, o estudo destaca o facto de ser hoje prática comum a iniciação da aprendizagem da leitura nos anos do pré-escolar. Do mesmo modo, são cada vez mais utilizados meios diversificados para ensinar a ler, nomeadamente os contos, as revistas, a banda desenhada e a Internet. Todavia, não parece existir uma abordagem única que possa garantir o êxito em todas as situações.
Pior cenário é encontrado no que respeita à especialização dos docentes nesta matéria. O estudo refere, a este respeito, que poucos são os países que dispõem de especialistas em leitura que possam dar apoio aos docentes e aos discentes.
No que concerte ao foco das atenções, este mesmo estudo reconhece que a promoção da leitura tem sido objecto de apoio nas políticas e nas iniciativas locais. No entanto, estas tendem a dirigir-se à população em geral e não às pessoas com propensão para terem dificuldades na leitura.
De referir que de acordo com a meta fixada pelos Ministros da Educação da União Europeia, até 2020, os países deverão baixar de 20% para 15% a percentagem de indivíduos com resultados insuficientes na leitura. Segundo o comunicado que acompanha a divulgação deste estudo, até ao momento, apenas a Bélgica (Comunidade Flamenga), a Dinamarca, a Estónia, a Finlândia e a Polónia alcançaram esta meta.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A importância da literatura infantil

Dora Batalim coordena com José Alfaro uma pós-graduação em Livro Infantil na Católica de Lisboa. Diz a professora à Pública do passado domingo:
"(...) muitos professores não gostam de ler. Mas estão sempre a tempo de começar.(...) Felizmente conheço muito bons professores, daqueles que leem à frente dos alunos no intervalo. Muitas vezes bastava o exemplo. 'Se tu que és meu professor ou meu pai não lês, eu não leio.'(...)Há professores que me dizem que não têm tempo para ler porque têm o programa... O programa é isso mesmo, ler. Os livros e os textos falam de tudo o que há no mundo. Estamos num tempo com muito poucas narrativas. Creio que é isto que faz falta às gerações mais novas. É muito angustiante ter uma dala com 45 alunos [na Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich] e perguntar:'Quem é que não tinha pais ou avós que lhe contassem histórias?' quase metade da turma, pessoas de 20 e tal anos, não ouviu histórias de maneira regular quando eram criança. Muitos dizem-me que não gostam de ler. E vão ensinar crianças. (...)"
Barbara Wong

terça-feira, 14 de junho de 2011

A biblioteca escolar e a promoção da leitura

Não se nasce leitor. O leitor faz-se! (Javier Garcia)


A biblioteca escolar e a promoção da leitura é uma temática atual e muito pertinente. Como professora bibliotecária, considero que uma das principais funções da biblioteca escolar reside, precisamente, na motivação para a leitura e na criação de hábitos regulares desta prática, promovendo, neste âmbito, atividades diversificadas, sistemáticas, articuladas e consistentes, dado que é inquestionável o papel crucial e determinante que a leitura desempenha no desenvolvimento pessoal, social e escolar dos nossos alunos.

É urgente que a comunidade educativa em particular, e a sociedade em geral, reflita, seriamente, sobre a importância da leitura na formação pessoal, social e escolar do aluno, a qual se constitui como uma prioridade educativa, dada a sua relevância. Naturalmente que neste processo salienta-se o papel do professor bibliotecário e da equipa da biblioteca escolar.Há inúmeros estudos, nomeadamente internacionais, que demonstram a importância da leitura na formação e desenvolvimento pessoal, social e escolar dos nossos alunos, ajudando-os a tornarem-se cidadãos com mais conhecimento, mais conscientes, mais críticos, mais responsáveis e mais interventivos. Desta forma, a sociedade, nomeadamente o sistema politico-educativo, tem-se mostrado consciente desta realidade e, neste campo, temos de admitir que tem tomado medidas no sentido da criação de condições que promovam esta atividade, demonstrando, assim, uma atitude consciente e convicta da importância da leitura no mundo atual; a implementação da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), em 1996, e, mais recentemente, e de forma ainda mais concreta, a criação do Plano Nacional de Leitura (PNL), em 2006, são exemplos concretos desta preocupação e deste esforço de tornar os alunos mais e melhores leitores.

A biblioteca escolar deve ser valorizada e entendida como um recurso privilegiado a potenciar no contexto educativo, tendo em conta as suas múltiplas funções, que se apresentam como importantes mais-valias no processo de ensino/aprendizagem e na formação integral dos nossos alunos.

Torna-se cada vez mais premente que as escolas e as bibliotecas escolares partilhem experiências no âmbito da animação/promoção da leitura em diferentes níveis de ensino: Pré-Escolar, 1.º e 2.º Ciclos; pois embora não havendo “receitas”, o testemunho e a aplicação de boas práticas, será, certamente, uma mais-valia, sobretudo para os alunos, e também para o país, que necessita, cada vez mais, de cidadãos com competências leitoras e que demonstrem capacidades críticas, autónomas e interventivas, de forma a exercer plenamente o seu dever e direito de cidadania.

A biblioteca escolar, no âmbito da promoção da leitura, deve assumir um papel com um caráter integrador e transversal, desde o início da escolaridade, a começar desde logo na Educação Pré-Escolar, estendendo-se por toda a escolaridade e ao longo da vida, reforçando-se a importância da leitura na formação e desenvolvimento pessoal, social e escolar dos nossos alunos.

É nossa convição de que, para que os alunos se tornem, efetivamente, mais e melhores leitores, é evidente que incutir hábitos de leitura é uma responsabilidade que deve ser partilhada por todos: professor bibliotecário, docentes, família, bibliotecas municipais, escritores, ilustradores, e sociedade em geral. Só desta forma se aumentará, de facto, o número de leitores e se fomentará o crescimento pessoal dos mesmos, ajudando-os a tornarem-se cidadãos mais sensíveis, mais conscientes, mais críticos, mais responsáveis e mais interventivos.

Estamos conscientes de que, infelizmente, em muitas famílias, o contacto com o livro ainda não acontece. Desta forma, a ação da escola e da biblioteca escolar neste processo torna-se ainda mais significativa e determinante, devendo promover e dinamizar o contacto com o livro em vários suportes, através da implementação de projetos de promoção da leitura desde o início da escolaridade, a começar, desde logo, na Educação Pré-Escolar, estendendo-se por toda a escolaridade, de forma a que o hábito de leitura, com diferentes objetivos, se prolongue ao longo da vida, tornando-se, inclusivamente, num vício, pois o livro é um meio, entre outros, de proporcionar informação, conhecimento, prazer e distração. É fundamental que a biblioteca escolar crie condições e promova projetos de animação/promoção da leitura diversificados, sistemáticos, articulados e consistentes que fomentem o gosto e a criação de hábitos regulares desta atividade, de modo a conduzir ao desenvolvimento da linguagem e da personalidade dos alunos e a criar, efetivamente, o hábito de ler, tornando o aluno num leitor ativo e reflexivo.

É fundamental que estejamos de espírito aberto para as exigências e os desafios que se nos colocam num mundo em permanente mudança, levando a cabo ações que permitam aos alunos descobrir, de forma autónoma e livre, os vários caminhos na leitura, bem como o prazer e a importância da mesma no seu crescimento como leitores e como cidadãos.
Maria Lúcia Morgado dos Santos
Correio da Educação

quarta-feira, 30 de março de 2011

“Festa da Leitura”

De 01 a 08 de Abril, o Agrupamento de Escolas de Vouzela celebra a "Festa da Leitura".
Esta "Festa" pretende promover o gosto pela leitura, envolvendo alunos e restante comunidade educativa em diversas actividades.

Educação Pré-Escolar: Teatro de fantoches “A ovelhinha que veio para jantar” - dinamizado pela equipa da BE (1 de Abril)
1º Ciclo : Hora do Conto - dinamizada pela equipa da BE (5, 6 e 7 de Abril).
Apresentação do livro “ O Albatroz” de Manuel Duarte / 1º ciclo de Vouzela ( dia 4 de Abril).
2º ciclo: “Histórias mínimas” – actividade dinamizada pelo senhor professor José Azevedo (5, 6 de Abril)

Outras Actividades:
“5 minutos de leitura” ( toda a comunidade) – 7 de Abril às 9h:30m.
“Ler em diversos locais” ( 2º ciclo) – 4,5,6 de Abril
“ Ler é para todos” (dirigida a toda a comunidade educativa) - 8 de Abril – Dia do Encarregado de Educação- às 20:30h.
- Participação do Clube de Teatro
- Participação Clube de Música
- Participação do Clube de Ginástica
- Participação dos Enc. de Educação
- Participação do Clube de Artes
- Participação de alunos
- Participação de professores
Participação no concurso do PNL: “O cartaz da minha Escola” – trabalho elaborado com o Clube da Floresta.
“As palavras não se gastam! ” – Feira do livro usado ( 1 a 8 de Abril)
“As nossas leituras” – exposição de trabalhos de alunos
Era uma vez… o teatro na escola” – exposição do Clube de Teatro

sexta-feira, 4 de março de 2011

Meadas de livros: programa de promoção da leitura 2010-2011

“Meadas de livros” é o programa de promoção do livro e da leitura das Bibliotecas Municipais de Lisboa, para 2010-2011, destinado aos Jardins-de-infância, escolas do 1º Ciclo e famílias.


Nas bibliotecas moram histórias, imagens, personagens, cenários.
Moram meadas de livros, à espera de serem lidos, em diferentes momentos, por pessoas de distintas idades, livros de todos os géneros e temas. Livros ilustrados pelos criadores de imagens, de texturas, de cores e de formas. Livros escritos pelos inventores de palavras.



Programa Março a Maio [PDF]
Apresentação do programa [PDF]

In: RBE

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

XII Edição das Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica

Este encontro terá lugar na Póvoa de Varzim, de 23 a 26 de Fevereiro, com a participação de cerca de 65 escritores de 12 países.
A iniciativa é dirigida a todos os que gostam de ler, com especial destaque para as pessoas que se interessam por literatura e têm como missão ensinar e transmitir o gosto pelo livro e pela leitura.
De: DREC

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Exposição – Sophia de Mello Breyner Andresen – Uma Vida de Poeta na Biblioteca Nacional

Tivemos o gosto de comissariar, a convite de Maria Sousa Tavares e da Biblioteca Nacional de Portugal, a exposição apresentada por ocasião da entrega do espólio de Sophia ao Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea.
 Seleccionámos as peças que a compõem, a partir de uma pré-selecção feita por Maria Sousa Tavares. Trata-se de manuscritos de correspondência entre Sophia e família ou amigos, de poesia e de prosa, em cadernos e em folhas soltas, onde há textos rescritos, versões acabadas e outras de trabalho em curso ou simplesmente começadas; há também impressos, vários dos quais com emendas autógrafas, e fotografias.
 Além destes documentos, indicativos da diversidade e da qualidade
do espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen, a exposição contém outros conjuntos de objectos que os complementam. Por um lado, primeiras edições e uma escolha de edições ilustradas. Por outro, peças de artistas plásticos e de fotógrafos oferecidas a Sophia pelos seus autores e que em muitos casos ilustraram edições de livros seus. E, finalmente, insígnias recebidas por Sophia em sinal do reconhecimento público que por diversas vezes lhe foi testemunhado e que fica a fazer parte da sua história.
O princípio geral de ordenação das peças expostas e do catálogo que lhes corresponde é o da cronologia; mas este critério dominante não foi aplicado de maneira rígida, porque entendemos fazer associações sugeridas por considerações de outra ordem entre peças e documentos diversos: por exemplo, aproximámos versões de um mesmo texto escritas em diversos suportes e em momentos distantes entre si, ou estabelecemos nexos entre fotografias e escritos.
Esta exposição, tal como o catálogo que agora se edita, pretenderam ser uma aproximação à vida e à obra de Sophia, construída a partir do seu espólio. Esperamos ter, de algum modo, atingido esse objectivo.
Paula Morão e Teresa Amado

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vítor Baía lê história a crianças doentes

Vitor Baía proporcionou uma manhã diferente às crianças internadas no Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Gaia/Espinho, em Vila Nova de Gaia.
Na sequência do trabalho desenvolvido pela Fundação Vítor Baía, o antigo guarda-redes contou uma história escrita por ele às crianças internadas.
Durante o evento solidário, Vítor Baía partilhou revelou ainda que o futuro da instituição que preside passa pela construção de "uma casa de acolhimento"."Estamos bem lançandos para que isso seja uma realidade. Por uma questão de afinidade gostaria que fosse no local onde nasci, na Afurada", disse.
DN online

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Concurso Nacional de Jornais Escolares de 2010-2011

As Redes Sociais são o tema do Concurso Nacional de Jornais Escolares de 2010-2011, promovido pelo PÚBLICO, no âmbito do projecto PÚBLICO na Escola. Este é um concurso aberto a todos os alunos, do pré-escolar ao ensino secundário, para todas as escolas, públicas e privadas, que façam jornais escolares, em papel ou online.

Para participar, as escolas podem inscrever-se durante o mês de Março. Até ao final do ano lectivo, os estabelecimentos de ensino podem enviar três edições dos jornais escolares feitos este ano. Em pelo menos uma das edições, o tema terá que ser As Redes Sociais. Entre o que poderá servir para caracterizar o espírito do tempo - não é despropositado referir a lista de palavras mais vezes consultadas no motor de busca Google -, o ano de 2010 tornou evidente o enorme interesse dos internautas pelas redes sociais. Em Portugal, estas encontram-se no topo da lista de palavras mais populares.

As redes sociais têm vantagens e inconvenientes. Rentabilizar as primeiras e eliminar ou atenuar os efeitos dos segundos é um sério desafio - também educativo - que se deve colocar a quem nelas participa. Contudo, antes é preciso conhecer melhor cada rede social, identificar os riscos que se colocam, sobretudo aos membros mais vulneráveis, e perceber de que modo o seu uso pode ser benéfico para a comunidade escolar e o trabalho educativo. É esse trabalho que o PÚBLICO na Escola quer estimular no presente ano lectivo, razão por que As Redes Sociais são o tema do concurso deste ano.

Os prémios são conhecidos em Outubro. O concurso tem o apoio do Ministério da Educação, do programa Ciência Viva, da Porto Editora, do Museu Nacional de Imprensa, do Centro Português de Design, do programa Juventude em Acção, entre outros. Toda a informação sobre o concurso estará disponível no blogue Página 23 (http://projectopne.blogspot.com) e no Boletim PÚBLICO na Escola.