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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Tempo de exames

Dei por mim a estacionar o carro junto ao mar e a olhar para as ondas que vão e vêm. Estão altas, mas não assustadoras, e ganham um súbita beleza branca ao desfazerem-se numa espuma suave. Este espetáculo fez-me lembrar os testes e os exames, que são os momentos em que o mar, mais ou menos calmo, da vida estudantil se encapela e os nossos jovens se sentem a navegar em águas mais alterosas. Com eles sofrem professores e, especialmente, pais.

Com a aproximação dos exames, aproximam-se as noitadas e as dores de barriga e de cabeça. Se o estudante foi aplicado e organizado ao longo do ano, meio caminho está andado para a ausência dos incómodos sintomas referidos e para o sucesso. O pior é que a maior parte dos nossos jovens faz jus ao velho ditado e só se "lembra de Santa Bárbara quando troveja".

Há, no entanto, alguns conselhos que os professores e os pais podem dar aos jovens para que estes organizem melhor o seu estudo e ele se torne mais produtivo, diminuindo o stress e aumentando a autoconfiança. A preparação deverá começar algumas semanas antes das provas de avaliação. Esse tempo depende do número e tipo das provas e do estudo feito ao longo do ano, bem como das próprias características de cada estudante. Deve ser feito um horário de estudo, de preferência assumido como um compromisso em família e pela família. Eis algumas regras a seguir:

- O aluno deve selecionar as horas de estudo de cada dia em função das suas necessidades e tendo em conta as que lhe são mais rentáveis.

- O horário será conhecido por toda a família: o estudante compromete-se a cumpri-lo; a família compromete-se a respeitá-lo, sem pedidos de recados pelo meio ou irmãos mais novos a interromper.

- O aluno deve determinar bem a matéria que precisa de estudar em cada disciplina e distribuí-la pelos dias disponíveis. O último dia será destinado só a revisões.

- Em cada dia, o aluno deve começar pela disciplina de dificuldade média e passar depois às mais difíceis, deixando as mais fáceis para o fim.

- É imprescindível fazer pequenos intervalos ao longo das horas de estudo, para recuperar a capacidade de concentração.

- Antes de começar a estudar cada disciplina, é fundamental que o estudante veja quais são os seus objetivos, que estratégias de estudo vai utilizar e de que materiais vai precisar. No fim, antes de passar a uma nova disciplina, é indispensável fazer uma avaliação do que estudou. Atingiu os seus objetivos? Se tem dúvidas, é necessário definir estratégias para as esclarecer. 

O estudo feito em grandes noitadas só contribui para o cansaço e para a diminuição da capacidade de raciocínio. Por isso, pais, sejam firmes, mas amigáveis e encorajadores, em insistir para que o calendário de estudo seja cumprido. Se o filho foi cumpridor, organizou bem o seu estudo, fez as autoavaliações diárias e os resultados foram positivos, nos momentos em que os nervos e o medo o afligem, devem acalmá-lo, levando-o a raciocinar positivamente: ele estudou, verificou que sabe, ele é capaz. Sugiram-lhe que siga esse raciocínio no testes, se os nervos o assaltarem. O ânimo, a confiança nele, a autoconfiança que ajudarem a desenvolver serão poderosos aliados para o sucesso. 

Vejo agora um surfista que desliza sobre as ondas. Para mim, seria morte certa. Para ele é, certamente, um desafio e um prazer. A perícia, essa adquiriu-a nas horas de treino. Levem o vosso educando a olhar o exame como um desafio onde ele vai mostrar a perícia que adquiriu durante o estudo. No fim, a beleza daquelas ondas poderá encontrar paralelo na nota ansiada.

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Armanda Zenhas
Fonte: Educare

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Workshops de artes performativas criança e jovens



O teatro/Arte está em todo o lado e não somente numa sala de teatro convencional, onde se desenvolve o “teatro”.

O que se pretende nesta acção é usar espaços não convencionais para estímulo da criatividade e a criação de performances relacionadas com o espaço em si, a sua história, mitos e hábitos. Tal como em edições anteriores realizadas em; tenda de Circo, Teatro da Luz, Palácio da Independência e Museu da Agua, este ano pretendemos levar o teatro à Tapada da Ajuda.

Este Workshop pode ajudar a criança na construção da sua visão do mundo, articulando ideias, experiências e observando diferenças e semelhanças com os outros elementos do grupo; dar forma à expressão de atitudes acerca das tradições e hábitos culturais; exercitar e desenvolver formas de pensamento crítico.

As actividades performativas podem encorajar o desejo natural das crianças e jovens para o desenvolvimento da sua personalidade, ao mesmo tempo que lhes proporciona oportunidades para explorar uma larga variedade de contextos e situações que os conduzam à construção da sua visão do mundo.

Todos os anos levamos o teatro e as artes performativas para outros palcos, espaços diferentes e interessantes do ponto de vista histórico, cultural e acima de tudo criativo. Durante 5 dias entre as 9:00 e as 18:00 as crianças/jovens irão passar por várias etapas artísticas tendo como pano de fundo a Tapada da Ajuda. Desinibição, jogos pedagógicos, heterogeneidade das idades, interacção entre grupos, criatividade, criação do texto e apresentação são os tópicos a serem abordados e trabalhados durante a semana.

Mais informações Aqui

Tempo de exames


Com a aproximação dos exames, aproximam-se as noitadas e as dores de barriga e de cabeça. Se o estudante foi aplicado e organizado ao longo do ano, meio caminho está andado para a ausência dos incómodos sintomas referidos e para o sucesso.

Dei por mim a estacionar o carro junto ao mar e a olhar para as ondas que vão e vêm. Estão altas, mas não assustadoras, e ganham um súbita beleza branca ao desfazerem-se numa espuma suave. Este espetáculo fez-me lembrar os testes e os exames, que são os momentos em que o mar, mais ou menos calmo, da vida estudantil se encapela e os nossos jovens se sentem a navegar em águas mais alterosas. Com eles sofrem professores e, especialmente, pais.

Com a aproximação dos exames, aproximam-se as noitadas e as dores de barriga e de cabeça. Se o estudante foi aplicado e organizado ao longo do ano, meio caminho está andado para a ausência dos incómodos sintomas referidos e para o sucesso. O pior é que a maior parte dos nossos jovens faz jus ao velho ditado e só se "lembra de Santa Bárbara quando troveja".

Há, no entanto, alguns conselhos que os professores e os pais podem dar aos jovens para que estes organizem melhor o seu estudo e ele se torne mais produtivo, diminuindo o stress e aumentando a autoconfiança. A preparação deverá começar algumas semanas antes das provas de avaliação. Esse tempo depende do número e tipo das provas e do estudo feito ao longo do ano, bem como das próprias características de cada estudante. Deve ser feito um horário de estudo, de preferência assumido como um compromisso em família e pela família. Eis algumas regras a seguir:

- O aluno deve selecionar as horas de estudo de cada dia em função das suas necessidades e tendo em conta as que lhe são mais rentáveis.

- O horário será conhecido por toda a família: o estudante compromete-se a cumpri-lo; a família compromete-se a respeitá-lo, sem pedidos de recados pelo meio ou irmãos mais novos a interrromper.

- O aluno deve determinar bem a matéria que precisa de estudar em cada disciplina e distribuí-la pelos dias disponíveis. O último dia será destinado só a revisões.

- Em cada dia, o aluno deve começar pela disciplina de dificuldade média e passar depois às mais difíceis, deixando as mais fáceis para o fim.

- É imprescindível fazer pequenos intervalos ao longo das horas de estudo, para recuperar a capacidade de concentração.

- Antes de começar a estudar cada disciplina, é fundamental que o estudante veja quais são os seus objetivos, que estratégias de estudo vai utilizar e de que materiais vai precisar. No fim, antes de passar a uma nova disciplina, é indispensável fazer uma avaliação do que estudou. Atingiu os seus objetivos? Se tem dúvidas, é necessário definir estratégias para as esclarecer. 

O estudo feito em grandes noitadas só contribui para o cansaço e para a diminuição da capacidade de raciocínio. Por isso, pais, sejam firmes, mas amigáveis e encorajadores, em insistir para que o calendário de estudo seja cumprido. Se o filho foi cumpridor, organizou bem o seu estudo, fez as autoavaliações diárias e os resultados foram positivos, nos momentos em que os nervos e o medo o afligem, devem acalmá-lo, levando-o a raciocinar positivamente: ele estudou, verificou que sabe, ele é capaz. Sugiram-lhe que siga esse raciocínio no testes, se os nervos o assaltarem. O ânimo, a confiança nele, a autoconfiança que ajudarem a desenvolver serão poderosos aliados para o sucesso. 

Vejo agora um surfista que desliza sobre as ondas. Para mim, seria morte certa. Para ele é, certamente, um desafio e um prazer. A perícia, essa adquiriu-a nas horas de treino. Levem o vosso educando a olhar o exame como um desafio onde ele vai mostrar a perícia que adquiriu durante o estudo. No fim, a beleza daquelas ondas poderá encontrar paralelo na nota ansiada.

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Armanda Zenhas

Fonte: Educare

O Mozart da Física acredita que os jovens vão mudar o mundo

Tinha apenas 14 anos quando criou um reator de fusão nuclear na garagem de sua casa. Na altura, tornou-se a pessoa mais jovem do mundo a fazê-lo em toda a história da ciência. Atualmente, com 18 anos, é considerado o Mozart da Física e acredita que os jovens vão mudar o mundo. 

Taylor Wilson é um adolescente norte-americano apaixonado por radioatividade. Quando tinha 10 anos, sabia todos os números atómicos, massas e pontos de fusão dos elementos da tabela periódica. Aos 13, começou a desenvolver um reator nuclear cuja atividade física se assemelha ao que acontece no interior do sol.

Atualmente, tem 18 anos e é considerado pela "World Records Academy" o cientista nuclear mais jovem do mundo. "Quando seguro alguma coisa assim tão radioativa tenho uma sensação indescritível, assim como quando estou com a minha namorada", descreveu Taylor, numa entrevista à CBS News.

Começou a ler sobre física nuclear no quinto ano e no sexto fez uma apresentação sobre o assunto que surpreendeu os professores e a família. "Não fazia ideia do que é que ele estava a falar", confessou o seu pai.

O pai, um funcionário da Coca-Cola, foi alimentando a curiosidade de Taylor e, quando este tinha apenas 11 anos, procuravam por urânio no deserto do Novo México e compravam frascos de plutónio na Internet.

"Não há nada impossível para mim"

Aos 13 anos, decidiu que queria construir um reator de fusão nuclear. "Queria produzir fusão nuclear", diz Taylor. "É a minha personalidade, penso que consigo fazer coisas... Não há nada impossível para mim".

Começou o projeto na garagem de sua casa, mas foi na Academia Davidson, escola para crianças sobredotadas onde é atualmente finalista, que o jovem terminou o seu reator.

Ao longo do seu percurso no mundo da ciência, Taylor Wilson foi premiado nove vezes. Em maio de 2011, recebeu o prémio de "Jovem Cientista Intel" por construir um modelo económico e altamente sensível de deteção de substâncias radioaticas, em pequenas quantidades.

O equipamento é importante no combate ao terrorismo porque impede que grupos radicais passem, clandestinamente, materiais radioativos que são usados na construção de explosivos.

"É incrivelmente barato, e por ser incrivelmente barato pode ser utilizado por toda a América e por todo o mundo, criando várias linhas de defesa, por todo o lado", explica Taylor.

Taylor explicou a Obama como mudar o mundo

Em fevereiro deste ano, participou na segunda edição de um evento anual organizado pela Casa Branca - A Feira de Ciência. Um grupo de 100 jovens promissores foi recebido pelo presidente Barack Obama e Taylor teve a oportunidade de apresentar ao presidente dos EUA as suas ideias para mudar o mundo.

Além de continuar os estudos na Academia Davidson, o jovem trabalha com aUniversidade de Nevada e presta aconselhamento e coopera com o Departamento de Segurança Interna e com o Departamento da Energia dos EUA, em matérias relacionadas com a radioactividade.

"Sou obcecado com radioatividade", disse numa entrevista para a "World Records Academy". "Não sei porquê, talvez porque existe um poder nos átomos que não conseguimos ver".

Wilson foi a pessoa mais nova do mundo, em toda a história, a criar fusão nuclear e a 31ª a fazê-lo em privado, fora do controlo do governo e da indústria.

Uma vida de ideias

O jovem, que vive com a família em Reno, no Estado de Nevada, está também a trabalhar numa cura para o cancro. "Tenho centenas de ideias, uma vida inteira não é suficiente para cumpri-las", confessa.

Taylor acredita que a sua juventude é um trunfo. "Os jovens ainda não foram expostos à burocracia da ciência a nível profissional, estão muito mais abertos a experimentar coisas".

Numa apresentação que fez numa conferência da TED (Technology, Entertainment and Design), uma organização sem fins lucrativos dedicada a "ideias que vale a pena espalhar", Taylor Wilson defendeu que os jovens devem ser levados a sério e podem fazer a diferença no futuro do planeta.

"Comecei com um sonho (...) e acabei a desenvolver coisas que acho que podem mudar o mundo e acredito que os outros jovens também o conseguem".

Fonte: JN online

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Livro Branco da Juventude: Convite à participação



Por iniciativa da Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude está a decorrer, até 29 de fevereiro, uma recolha de contributos para a área da juventude através da plataforma online:
http://microsites.juventude.gov.pt/Portal/LBJ.

Objetivo

Recolher contributos para a elaboração de um documento a nível nacional que defina uma estratégia global e um plano de ação na área da Juventude, à semelhança dos Livros Brancos da Comissão Europeia.

Quem pode contribuir?

Jovens, associações de estudantes e organizações de juventude, em geral.
São aceites contributos singulares e de entidades.

Como participar?

Na plataforma online, podem ser apresentadas ideias de forma global ou setorial:

Global – envio de documento com todas as ideias, de forma global;

Setorial – envio de documento com ideias por cada setor:

Educação e Formação,

Emprego e Empreendedorismo,

Participação Cívica,

Emancipação Jovem,

Mobilidade,

Prevenção Rodoviária,

Saúde, prevenção dos comportamentos de risco,

Meio Ambiente,

Cultura, Inovação e Criatividade,

Voluntariado,

Inclusão Social,

Habitação,

Solidariedade Intergeracional,

Jovem Português no Espaço Europeu e no Mundo,

Associativismo,

Combate à desigualdade de Oportunidades.

Fonte: DREC

Uma reforma para despedir professores?

O processo de consulta pública da revisão curricular dos ensinos básico e secundário fechou a 31 de janeiro com mais de 950 contributos de várias entidades e organizações. Em março, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) apresentará a versão final do documento que será aplicado nas escolas no próximo ano letivo. O assunto não é pacífico e esteve em análise na Assembleia da República. Os deputados da oposição veem nas alterações propostas pela tutela uma forma de despedir professores, uma vez que haverá menos disciplinas no horário.

Oposição e Governo não estão de acordo sobre vários pontos da matéria. Há, portanto, divergências. PS, PCP, BE e PEV têm muitas dúvidas se o modelo funcionará e temem que a contenção orçamental mexa na vida de muitos professores. O PS discorda do desaparecimento da Formação Cívica e da mudança de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para o 2.º ciclo. O PCP tinha pedido a suspensão da revisão curricular, mas não conseguiu. "Esta é uma política de empobrecimento da escola pública, que significa um retrocesso civilizacional de décadas", sustentou o deputado comunista Manuel Tiago na Assembleia da República. O BE considera que a revisão curricular "é uma espécie de corta e cola", ou seja, "tira umas horas e umas disciplinas aqui e coloca outras ali", e defende que o Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão consultivo do ministério de Nuno Crato, deve avaliar a matriz curricular em vigor.

A maioria PSD-CDS garante que o processo foi democrático e muito participado. O executivo de Passos Coelho rebate as críticas e assegura que vai ouvir o que o CNE tem a dizer sobre o assunto. "O Governo tem um mandato para governar, fez uma proposta e colocou-a em discussão pública, é difícil imaginar um modelo mais democrático", realça o deputado do CDS-PP Michael Seufert. Desde 2004 que as propostas de revisão curricular não eram colocadas em discussão pública, o que aconteceu com a entrada de Nuno Crato no Ministério. Para o PSD, é lamentável que a Oposição tente suspender o processo, que apenas critique e não apresente sugestões e projetos.

A reforma do sistema curricular dos ensinos básico e secundário tem motivado várias iniciativas. Uma delas é uma carta aberta, assinada por mais de 40 artistas e intelectuais, que pede que a disciplina de Educação Visual e Tecnológica (EVT) não sofra qualquer redução na carga horária. O Governo admite que EVT deixe de ser lecionada no 9.º ano, que se divida em duas e que deixe de ser ensinada por dois professores. "As disciplinas que constituem a Educação Artística e Tecnológica estão presentes cada vez mais no dia a dia do mundo, em cada segundo, em qualquer lado que estejamos", lê-se na carta redigida pela artista plástica Ana Silva e Sousa.

O documento fala ainda numa "grande falha na aposta e falta de visão" que remetem os artistas contemporâneos nacionais para o esquecimento. Os escritores Alice Vieira e Jacinto Lucas Pires, a estilista de moda Ana Salazar e o filósofo José Gil são alguns dos nomes que subscrevem a carta dirigida a Nuno Crato.

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) decidiu manter em aberto a discussão sobre a reforma da estrutura curricular. "Será uma forma de continuar a aprofundar a reflexão sobre o tema e, simultaneamente, pressionar o Ministério no sentido de não avançar com uma medida que tem por único objetivo despedir professores ainda que empobrecendo os currículos escolares", escreve na sua página da Internet.

Além da mobilização dos professores para participarem na manifestação nacional, marcada para este sábado no Terreiro do Paço em Lisboa, a FENPROF colocou na sua agenda uma vigília contra o desemprego e a precariedade para 24 de fevereiro, junto ao MEC. A vigília começará pelas 15h00 e terminará ao meio-dia de 25 de fevereiro. A iniciativa surge em "protesto contra estes dramas que se abatem sobre os profissionais docentes de uma forma cada vez mais violenta". Paralelamente, a FENPROF vai pedir uma reunião ao MEC para pedir medidas concretas que previnam a indisciplina e punam a violência nos espaços escolares.

A Federação Nacional da Educação (FNE) considera que a reforma curricular é "conjuntural, episódica e voluntarista". No parecer que elaborou sobre a proposta-base da revisão curricular, a estrutura defende que uma reforma desta dimensão "não se pode confinar a um mero exercício de somas e subtrações de tempos letivos, particularmente se estas opções tiverem por única fundamentação a preocupação de redução de custos em termos de recursos humanos". Na sua opinião, falta sustentação que deveria ter sido colocada nas mãos de uma "autoridade técnica independente e reconhecida".
Sara R. Oliveira
Fonte: Educare

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Alunos do secundário obrigados a fazer todos os exames na 1ª fase

Alunos do 12.º ano têm menos tempo para prepararem as provas. Tutela quer que os exames sejam este ano mais exigentes 

Menos tempo para se preparem para os exames e também provas mais exigentes são as dificuldades que os alunos vão ter de ultrapassar este ano. Até agora, os estudantes do secundário que quisessem seguir para o ensino superior podiam escolher a época de exames mais conveniente para fazer as provas – Junho ou Julho. A partir deste ano lectivo, as novas regras ditam que todos os exames têm de ser realizados entre 18 e 26 de Julho (1.ª fase).

O despacho da secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário é claro: os alunos que faltarem à 1.ª fase “não são admitidos à 2.ª fase.” A 1ª chamada sempre foi obrigatória para todos, mas quem não comparecesse ficava automaticamente inscrito na segunda fase. Essa benesse acabou, o que significa que, se “antes os alunos tinham a hipótese de se prepararem para um exame de cada vez, agora vão ter de estudar para dois em simultâneo”, alerta Albino Almeida, da Confederação Nacional de Associação de Pais (Confap).

A 2ª fase fica agora reservada aos que reprovarem ou quiserem melhorar as notas dos exames realizados em Junho. Resta ainda esperar pela legislação que regulamenta as provas nacionais para saber o que acontece com os alunos que, além das provas do 12.º ano, se candidatam também a melhoria de nota nas disciplinas do 11.º ano. Luís Caetano, dirigente da Associação de Pais da Secundária Alves Martins, em Viseu, alerta para a necessidade de o Ministério da Educação ter de acautelar os casos dos estudantes que pretendem subir as notas do 11º ano para aumentar as hipóteses de entrar no ensino superior: “Esperemos que a tutela, quando afixar o calendário final, tenha em atenção que um aluno nestas condições pode vir a fazer quatro exames em oito dias.”

Esta alteração, segundo a tutela, antecipa a afixação das pautas e os pedidos de reapreciação das provas, possibilitando ainda publicar mais cedo os resultados das candidaturas ao ensino superior. Menos tempo para a preparação dos exames não é, porém, a única preocupação a ter em conta, avisa Albino Almeida. “A tutela advertiu o Gabinete de Avaliação Educacional para não fazer exames fáceis, mas é preciso que as escolas saibam com urgência quais são as matrizes e grau de dificuldade das provas para que possam preparar os alunos”, avisa o dirigente da Confap, temendo que estas orientações originem o que “aconteceu no ano passado, em que os alunos foram apanhados desprevenidos perante a súbita exigência nas provas”.

Fonte: Jornal I

35% dos alunos de 15 anos já chumbaram

O relatório Equidade e Qualidade em Educação - Apoiar Estudantes e Escolas Desfavorecidas, elaborado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento), adianta que um em cada três alunos portugueses com 15 anos repetiu pelo menos um ano. Portugal é assim um dos países da OCDE com uma das taxas de retenção mais elevadas. França, Luxemburgo, Espanha e Bélgica acompanham o nosso país com mais de 30% dos estudantes na mesma situação. Percentagens elevadas para uma média de 13%. 


Retenções nas escolas significam gastos e no nosso país esse cenário traduz-se em custos diretos superiores a 12% no orçamento escolar. A Holanda é o único país da OCDE que supera Portugal nos custos com os alunos repetentes, com 15% - e tendo os mesmos 35% de estudantes com 15 anos que chumbaram pelo menos um ano. O relatório indica que os custos diretos da repetição de ano em Portugal, Bélgica, Holanda e Espanha "consomem mais de 8% do gasto anual na educação primária [1.º ciclo] e secundária". "Além disso, uma vez que os estudantes que repetem um ano são mais propensos a comportamentos de risco ou abandono escolar, a repetição aumenta os gastos noutros serviços sociais", acrescenta.

Saindo da OCDE, a taxa de reprovação sobe para os 40% no Brasil, onde os custos diretos no orçamento escolar rondam os 9%, e para os 44% em Macau. Não passar de ano tem repercussões nas verbas destinadas ao ensino em qualquer país. "Os custos financeiros da repetição de ano académico são bastante grandes, tanto individualmente como para a sociedade. Os custos diretos para os sistemas escolares são bastante elevados, uma vez que atrasam a educação e a entrada no mercado de trabalho", sublinha o relatório da OCDE.

Portugal está numa posição delicada quanto às repetências, numa altura em que a diminuição do recurso às reprovações é considerada uma medida fundamental para a qualidade da educação. "A retenção dos alunos no mesmo grau de ensino, na sequência de uma avaliação negativa, tem sido uma das principais ferramentas para responder ao fraco desempenho individual", refere-se no documento. As retenções acabam por ser encaradas pelos alunos como um castigo e não como uma oportunidade de melhorarem conhecimentos. E, por outro lado, há estudos que indicam que os benefícios dos chumbos não são tão significativos, até porque há uma desmotivação associada ao facto de trabalhar os mesmos programas pela segunda vez e ao adiamento da entrada no mercado de trabalho. 

O relatório da OCDE revela ainda que mais de 50% dos portugueses com idades entre os 25 e os 34 anos não concluíram o ensino secundário - quando a média ronda os 20%. A elevada percentagem de Portugal só é superada pela Turquia e pelo México com 62%. Do lado oposto, está a Coreia do Sul com apenas 3% dos adultos até aos 34 anos que não terminaram o ensino secundário. E quanto mais a taxa etária estica, mais Portugal fica em pior posição. Cerca de 70% da população portuguesa, dos 25 aos 64 anos, não terminou o 12.º ano de escolaridade, quando a média dos países da OCDE é de 30%. Mesmo assim, o nosso país apresenta uma das maiores taxas de empregabilidade das pessoas que não terminaram o secundário. Ou seja, cerca de 70%, que aumenta para os 80% para os que têm o 12.º ano e para 88% para os que possuem habilitações académicas.

Um em cada cinco estudantes dos países da OCDE não atinge o nível mínimo de capacidades para se movimentar nas exigentes sociedades e há países com mais de 25% de alunos de 15 anos sem capacidades básicas de literacia. "É muito provável que os estudantes que nestas idades apresentam lacunas ao nível das capacidades básicas não concluam o ensino secundário e entrem no mercado de trabalho mal preparados ou, caso prossigam os estudos, tenham mais dificuldades do que os seus pares e precisem de apoios adicionais, incluindo ajuda económica", diz o relatório. 

A crise também atinge os mais novos e o relatório da OCDE dá nota que há 15 milhões de jovens desempregados, mais quatro milhões do que em 2007. Os que têm menos estudos têm mais dificuldades em conseguir um emprego. No território da OCDE, 17% dos jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos não têm trabalho. Em Espanha, por exemplo, mais de 40% não têm trabalho. Uma realidade que pode conduzir a um regresso à escola dos que querem aumentar as suas qualificações. "O investimento público na educação pode ser uma maneira de contrabalançar o desemprego e investir no crescimento económico futuro". 

Quanto às retenções, a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) defende que as escolas devem ter autonomia suficiente para definirem e aplicarem respostas diferenciadas, de forma a diminuir os níveis de chumbos verificados no relatório da OCDE. Albino Almeida, presidente da CONFAP, fez as contas. "Só no ano 2007/2008, reprovaram mais de 18 000 alunos, o que representa uma perda de 53,7 milhões de euros de impostos", adiantou à Lusa. "A retenção é uma das consequências da avaliação externa a que os alunos são submetidos", acrescentou. 

Nesse sentido, a CONFAP defende a frequência obrigatória de Estudo Acompanhado, uma diferenciação de percursos para os alunos, mais autonomia para a escolas, evitar retenções. "Acumular dificuldades leva a que 30% dos alunos cheguem ao 9.º ano com pelo menos uma retenção", referiu, acrescentando que "não é ser piegas pedir a diferenciação de percursos para os alunos". Porque nem todos aprendem da mesma maneira.


Sara Oliveira


Fonte: Educare
O relatório Equidade e Qualidade em Educação - Apoiar Estudantes e Escolas Desfavorecidas, elaborado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento), adianta que um em cada três alunos portugueses com 15 anos repetiu pelo menos um ano. Portugal é assim um dos países da OCDE com uma das taxas de retenção mais elevadas. França, Luxemburgo, Espanha e Bélgica acompanham o nosso país com mais de 30% dos estudantes na mesma situação. Percentagens elevadas para uma média de 13%. 

Retenções nas escolas significam gastos e no nosso país esse cenário traduz-se em custos diretos superiores a 12% no orçamento escolar. A Holanda é o único país da OCDE que supera Portugal nos custos com os alunos repetentes, com 15% - e tendo os mesmos 35% de estudantes com 15 anos que chumbaram pelo menos um ano. O relatório indica que os custos diretos da repetição de ano em Portugal, Bélgica, Holanda e Espanha "consomem mais de 8% do gasto anual na educação primária [1.º ciclo] e secundária". "Além disso, uma vez que os estudantes que repetem um ano são mais propensos a comportamentos de risco ou abandono escolar, a repetição aumenta os gastos noutros serviços sociais", acrescenta.

Saindo da OCDE, a taxa de reprovação sobe para os 40% no Brasil, onde os custos diretos no orçamento escolar rondam os 9%, e para os 44% em Macau. Não passar de ano tem repercussões nas verbas destinadas ao ensino em qualquer país. "Os custos financeiros da repetição de ano académico são bastante grandes, tanto individualmente como para a sociedade. Os custos diretos para os sistemas escolares são bastante elevados, uma vez que atrasam a educação e a entrada no mercado de trabalho", sublinha o relatório da OCDE.

Portugal está numa posição delicada quanto às repetências, numa altura em que a diminuição do recurso às reprovações é considerada uma medida fundamental para a qualidade da educação. "A retenção dos alunos no mesmo grau de ensino, na sequência de uma avaliação negativa, tem sido uma das principais ferramentas para responder ao fraco desempenho individual", refere-se no documento. As retenções acabam por ser encaradas pelos alunos como um castigo e não como uma oportunidade de melhorarem conhecimentos. E, por outro lado, há estudos que indicam que os benefícios dos chumbos não são tão significativos, até porque há uma desmotivação associada ao facto de trabalhar os mesmos programas pela segunda vez e ao adiamento da entrada no mercado de trabalho. 

O relatório da OCDE revela ainda que mais de 50% dos portugueses com idades entre os 25 e os 34 anos não concluíram o ensino secundário - quando a média ronda os 20%. A elevada percentagem de Portugal só é superada pela Turquia e pelo México com 62%. Do lado oposto, está a Coreia do Sul com apenas 3% dos adultos até aos 34 anos que não terminaram o ensino secundário. E quanto mais a taxa etária estica, mais Portugal fica em pior posição. Cerca de 70% da população portuguesa, dos 25 aos 64 anos, não terminou o 12.º ano de escolaridade, quando a média dos países da OCDE é de 30%. Mesmo assim, o nosso país apresenta uma das maiores taxas de empregabilidade das pessoas que não terminaram o secundário. Ou seja, cerca de 70%, que aumenta para os 80% para os que têm o 12.º ano e para 88% para os que possuem habilitações académicas.

Um em cada cinco estudantes dos países da OCDE não atinge o nível mínimo de capacidades para se movimentar nas exigentes sociedades e há países com mais de 25% de alunos de 15 anos sem capacidades básicas de literacia. "É muito provável que os estudantes que nestas idades apresentam lacunas ao nível das capacidades básicas não concluam o ensino secundário e entrem no mercado de trabalho mal preparados ou, caso prossigam os estudos, tenham mais dificuldades do que os seus pares e precisem de apoios adicionais, incluindo ajuda económica", diz o relatório. 

A crise também atinge os mais novos e o relatório da OCDE dá nota que há 15 milhões de jovens desempregados, mais quatro milhões do que em 2007. Os que têm menos estudos têm mais dificuldades em conseguir um emprego. No território da OCDE, 17% dos jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos não têm trabalho. Em Espanha, por exemplo, mais de 40% não têm trabalho. Uma realidade que pode conduzir a um regresso à escola dos que querem aumentar as suas qualificações. "O investimento público na educação pode ser uma maneira de contrabalançar o desemprego e investir no crescimento económico futuro". 

Quanto às retenções, a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) defende que as escolas devem ter autonomia suficiente para definirem e aplicarem respostas diferenciadas, de forma a diminuir os níveis de chumbos verificados no relatório da OCDE. Albino Almeida, presidente da CONFAP, fez as contas. "Só no ano 2007/2008, reprovaram mais de 18 000 alunos, o que representa uma perda de 53,7 milhões de euros de impostos", adiantou à Lusa. "A retenção é uma das consequências da avaliação externa a que os alunos são submetidos", acrescentou. 

Nesse sentido, a CONFAP defende a frequência obrigatória de Estudo Acompanhado, uma diferenciação de percursos para os alunos, mais autonomia para a escolas, evitar retenções. "Acumular dificuldades leva a que 30% dos alunos cheguem ao 9.º ano com pelo menos uma retenção", referiu, acrescentando que "não é ser piegas pedir a diferenciação de percursos para os alunos". Porque nem todos aprendem da mesma maneira.
Fonte: Educare