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quarta-feira, 7 de março de 2012

As BLX e o Dia Mundial da Poesia

Para assinalar o Dia Mundial da Poesia, que se comemora a 21 de março, as Bibliotecas Municipais de Lisboa - BLX prepararam para os dias 21 e 24 de março um vasto programa, com entrada livre, composto por diversas atividades destinadas às escolas, famílias e adultos.

Entre as atividades programadas para as escolas, salientam-se:

No dia 21 - Para alunos e professores comemorarem o Dia Mundial da Poesia e da Árvore nos Jardins de Lisboa:
Biblioteca Quiosque Jardim da Estrela - Histórias Contadas em Poesias Inventadas - das 10h30 às 16h30 - Sessões de histórias, ateliês de escrita criativa, artes plásticas, reciclagem e inglês - Jardins de Infância e escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico.

No dia 24 -
Largo Camões - Livro Infantil - das 11h às 18h - venda de livros de literatura infantil. 
BM Camões - Histórias magnéticas - 15h - Para crianças 7 aos 10 anos.

Para mais informações, consultar o sítio BLX.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O que pensar sobre o ato da escrita


Escrever é dos atos mais abnegados que conheço. Deixamos de estar presentes no circuito diário e autossacrificamo-nos pela causa, entregando-nos à ausência física. Como um pretexto para não socializar. Para não estarmos, quando se trata de um ato cabal de entrega. Como também é o de pintar um quadro ou compor uma música ou decorar uma iguaria. Sempre observadores do fenómeno da existência, existindo para pensá-la e interpretá-la, num ângulo novo, com uma microcâmara cinematográfica apensa ao pensamento que vai viajando, registando e recriando todos os lugares e situações representadas na mente. Então dei por mim a pensar: como seria o cinema sem texto, o teatro sem texto, a conversa sem texto, a pessoa sem texto, o amor sem texto? Escrever um texto com maturação é um fenómeno de criação solitária. Muito gratificante, quando resulta em beleza e dignidade. Muito estruturante para a formação cultural de uma sociedade. Porque as palavras escritas são saboreadas pelos apreciadores como o mosto do bom vinho amiudamente corrigido com um açúcar que se quer finamente escolhido. As palavras são escolhidas, ajustadas, substituídas, retocadas, temperadas numa criatividade individual e aficionada. Mesmo num livro de coautoria. Contudo, há textos que não queremos partilhar, o que pode significar que ainda não estamos preparados para os expormos, por causa do assunto ou por outro motivo, sobretudo a um grupo alargado de pessoas ou mesmo ao público anónimo. Ou que iremos simplesmente retocá-lo um dia. Contudo, quando escrevemos e sentimos a nossa escrita como uma conversa bem conduzida ou uma história empolgante ou uma experiência reflexiva, queremos partilhar o nosso ponto de vista pela interpretação que apresentamos sobre uma realidade, e a nossa vontade é que todos acedam a esse escrito de modo fácil e voluntário. Sem pressões nem condições. Ouvindo/lendo com possibilidade de comentar. Para o autor, é agradável receber algum «feedback» de quem lê, mesmo que de forma muito apressada ou desprendida.
O ato de escrita será sempre intemporal. A sua prática é cultural, porque é desenvolvida por indivíduos com influências culturais, e porque a procuramos como suporte da nossa identidade cultural. Outras formas de utilização do código linguístico podem proliferar na sociedade em geral, como o telemóvel, o facebook, a tv por cabo… mas o ato de escrita não se detém, mesmo nos mais inspirados sms ou nos murais das redes sociais; extravasa as modas e as necessidades de consumo das conjunturas e mantém-se radicado à intimidade do texto pensado e construído como ato voluntário e trabalhado com apreço como um pedaço de madeira artesanal na oficina, que se quer com mais ou menos relevos ou motivos decorativos, mas com um propósito funcional ou artístico determinado que possa despertar o entusiasmo de apreciação estética e crítica. Não precisando de aspirar ou surpreender o público fabricando tábuas de lei… Porque na dimensão cultural inevitável e consciente do genuíno ato de escrita, entendo que há um intento maior, que é transcultural pela sua universalidade comprometida com o ato de escrever e reescrever histórias, que é um ato permanente e subjacente à sobrevivência das sociedades.
Julgo que compreendemos, então, que a evolução do homem como ser social, em qualquer comunidade educativa ou laboral, apenas obedece ao ritmo da sua capacidade de escrever a sua história cerzida com o sentido claro do serviço ao outro, sem demagogias ou benefícios exclusivistas, com o talento próprio e a sua vontade interventiva à disposição do grupo. Que só o acolhe verdadeiramente quando proclama valores basilares da livre partilha e do mérito alargado, possíveis de hastear unicamente como troféus coletivos no final de cada etapa de cada projeto ou de diversas atividades formativas, sempre numa atitude disseminada de entrega (re)criativa.
 
Rosa Duarte
 
 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Conferências Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra

Estas conferências realizam-se nos dias 7 e 9 de março no anfiteatro da Faculdade de Psiclogia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra.

"Teaching Writing Strategies - The State of the Art" (O ensino de estratégias de escrita - situação atual) - 7 de Março 16:30
"Evidence-based Practices In Writing" (Práticas de escrita eficazes) - 9 de Março 14:30
Local: Auditório da FPCEUC - Entrada Livre

Documentos adicionais:
Cartaz: Conferências Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra: Conferencia_Psicologia_UC.pdf (1379,73KB)
Fonte: DREC

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Correntes d'Escritas 2012

Vai realizar-se entre 23 e 25 de fevereiro, na Póvoa de Varzim, a XIII edição do "Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica".

Estão confirmados para este evento cerca de meia centena de escritores, críticos, professores universitários, editores, tradutores e jornalistas, portugueses, africanos, brasileiros, espanhóis e de outros países da América Latina, que estarão na Póvoa durante três dias para um contacto mais direto com o público e para refletirem sobre a importância do que escrevem e sobre aquilo que é também o papel do escritor na sociedade e seu desenvolvimento e na relação entre a literatura e as outras artes, numa altura em que são cada vez maiores os desafios que se colocam ao Homem e em que a PALAVRA assume plena importância.

Para além disso, decorrerão outras iniciativas paralelas, como sejam, as sessões de autógrafos, sessões de poesia, lançamento de livros, teatro, cinema, para além de encontros de escritores com jovens estudantes dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário.

A participação é aberta ao público e gratuita.

Programa
Fonte: DREC

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Semana "Tanto Mar 2012"

A Forum Estudante, em parceria com a Câmara Municipal de Peniche e a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, e com o apoio de outras entidades, desafia os alunos do 10.º, 11.º e 12.º ano a participar na Semana Tanto Mar 2012, que vai decorrer de 1 a 7 de setembro, em Peniche. A iniciativa, gratuita, pretende proporcionar aos estudantes uma semana com amigos, diversão e atividades exclusivamente dedicadas ao mar.

"O mar é um dos recursos naturais mais ricos do nosso planeta, sendo, por isso mesmo, fundamental aprender a conhecê-lo, a respeitá-lo e a usar os seus benefícios da melhor maneira possível".

Para participar, os alunos devem criar o seu blogue Tanto Mar no sítio Forum Estudante e dar asas à criatividade, para o ir atualizando com informação pertinente sobre o mar.

Todas as semanas, os participantes encontram na página do Tanto Mar no Facebook um tema sobre o qual devem escrever os seus "posts".

Dentro de alguns meses, o conteúdo dos blogues vai ser avaliado por um júri, a quem compete selecionar os 50 melhores.

Aos autores desses 50 blogues é oferecida a oportunidade de passar sete dias em Peniche, preenchidos com diversas atividades ligadas ao Mar, designadamente uma visita às Berlengas, mergulho, surf, visitas guiadas e conversas com pessoas que dedicam a sua vida ao Mar.

Para mais informações, aceder ao sítio Tanto Mar 2012 está aí!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Jovens enviam 100 SMS e passam meia hora ao telefone por dia


Cada adolescente português envia diariamente, em média, uma centena de mensagens escritas (SMS) e passa meia hora ao telemóvel, segundo revela um estudo hoje divulgado por um projeto promovido pelo Instituto Superior Técnico (IST).

Realizado no ano letivo 2010/2011 com base nas respostas de quase 2.500 alunos de 40 escolas do país, o inquérito revelou que apenas um em cada 200 jovens não tem telefone celular e a maior parte (30 por cento) recebeu o primeiro aparelho aos dez anos, no final do 1º ciclo. Mais de 23 por cento disse, contudo, ter começado a o equipamento antes dessa idade.

Quanto à utilização dada aos telemóveis, os estudantes, na maioria com idades entre as 15 e os 17 anos, disseram usá-los em níveis iguais para telefonar (97,6 por cento) e enviar SMS (97,7), mas também para ouvir música (81,1) ou jogar (52,3).

Embora quase três em cada quatro adolescentes (78,3 por cento) utilizem apenas um telefone, 17,7 por cento disseram usar dois e 3,6 por cento disseram dispor de três ou mais equipamentos.

O estudo insere-se num projeto do IST denominado monIT, que tem por “principal objetivo” disponibilizar publicamente informação relevante sobre radiação electromagnética em comunicações móveis.

Neste âmbito, mais de metade (55,8 por cento) dos inquiridos mostraram-se preocupados com os possíveis efeitos do uso do telemóvel na saúde, 31,2 por cento afirmaram que não e 13 por cento disseram não ter opinião. Já quando interrogados sobre se já procuraram informação sobre o tema, apenas um em cada cinco (19,8 por cento) respondeu afirmativamente.

Fonte: Ciência Hoje

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Workshop de Escrita Criativa para Crianças

Biblioteca Municipal de Faro

No âmbito da iniciativa "Especial Natal - Oficinas de Férias", a Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa leva a efeito, no dia 19 de Dezembro, das 09h30 às12h00 e das 14h00 às 16h30, um Workshop de Escrita Criativa para Crianças, dedicado aos mais pequenos, dos 6 aos 10 anos de idade. A iniciativa pretende promover o prazer pela leitura e pela escrita, estimulando as crianças a construir palavras, frases, rimas, textos e contos de forma divertida.

É necessário efectuar inscrição prévia.

Para mais informações, consultar o sítio do Plano Nacional de Leitura referente ao Workshop de Escrita Criativa para Crianças.
In: Portal das Escolas

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A escrita na família

A escola é um mundo em que a cultura escrita impera. Um bom domínio da leitura e da escrita é fundamental para o sucesso escolar. As práticas de leitura e de escrita na família, mesmo que de uma forma não intencional, influenciam muito o gosto pela sua aprendizagem e as possibilidades de sucesso das crianças.

Referi-me já, em vários artigos, a práticas de leitura e adiantei sugestões para as famílias promoverem o gosto por ela nas suas crianças ("Para que a leitura seja um prazer" e "Ideias para fazer da leitura um prazer"). O mesmo sucedeu com a escrita ("A família e o prazer da escrita I" e "A família e o prazer da escrita II"). Neste artigo, vou centrar-me sobre práticas familiares de escrita que podem influenciar positivamente a aprendizagem escolar, apoiando-me nas conclusões de estudos desenvolvidos por Bernard Lahire, sociólogo francês.

É habitual a utilização de escrita na família? Quem a usa? O pai, a mãe, um irmão mais velho, a avó? Para que fins? É uma tarefa feita com facilidade ou muito penosa? E é feita com prazer ou como um aborrecimento? Todos estes fatores influenciam a forma como as crianças crescem a considerar a escrita, vendo-a como útil e agradável ou não, desejando aprendê-la ou não. Lahire acrescenta que, além de constituírem um exemplo, muitas dessas práticas de escrita são também formas de organização doméstica com significativos efeitos indiretos positivos na vida das crianças.

O calendário e a agenda são apontados por Lahire como instrumentos de grande utilidade. Costumam ser utilizados na família para planificar as suas atividades? Se assim é,pode-se tomar em conta um determinado período de tempo (um ano, um mês, uma semana, um dia, etc.) e repartir as tarefas a desenvolver, de maneira que todas possam ser feitas. As tarefas mais urgentes tomam a dianteira, sendo as outras programadas para um tempo posterior, mas adequado ao seu cumprimento. O tempo a dedicar a cada uma é outro aspeto a ter em conta. Isto implica refletir sobre o tempo passado, presente e futuro e gerir as atividades de uma forma mais racional e menos espontânea e imediata. Exige também autocontrolo dos desejos, pois o critério de programação é a prioridade da tarefa e não a vontade pessoal de a realizar. As crianças aprendem e habituam-se, assim, a regular e a estruturar o tempo e ainda a respeitá-lo, controlando os seus impulsos.

Catalogar fotografias ou colecionar e organizar receitas de culinária são outras atividades úteis. Para além da prática da leitura e da escrita, promovem competências de organização e gosto por ela.
Lahire salienta ainda que a escrita obriga a uma organização do discurso mais precisa e ordenada, implicando reflexividade, rigor e cuidado. Por outro lado, a escrita possibilita uma relação especial com o tempo, na medida em que os registos escritos perduram e podem ser utilizados mais tarde.

Como conclusão, e retomando Lahire, as práticas de escrita familiar e de gestão doméstica implicam uma relação com a linguagem, o tempo e a ordem que é valorizada pela cultura escolar. Por conseguinte, além das vantagens da sua utilização para a vida familiar, estas práticas são também importantes na educação das crianças e facilitadoras do seu sucesso escolar.

Bibliografia:
Lahire, B. (2004). Sucesso escolar nos meios populares: As razões do improvável. S. Paulo: Ática.
Armanda Zenhas

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A família e o prazer da escrita


Muitas actividades práticas e/ou lúdicas podem ser realizadas pelos pais com os seus filhos para fomentar neles o gosto pela escrita e para os ajudar a desenvolver competências nesse domínio, como, por exemplo, criatividade.

São muitos os pais e os professores que se queixam de que as crianças e os jovens não gostam de escrever ou não o sabem fazer. As atitudes que os pais têm relativamente à escrita influenciam muito as dos filhos, porque lhes servem de modelo. Se a criança estiver habituada a ver a família encarar a escrita como uma actividade útil e agradável ser-lhe-á mais fácil valorizá-la e sentir-se motivada para a sua prática.

Muitas actividades práticas e/ou lúdicas podem ser realizadas pelos pais com os seus filhos para fomentar neles o gosto pela escrita e para os ajudar a desenvolver competências nesse domínio, como, por exemplo, criatividade, enriquecimento de vocabulário, coerência textual. As actividades que se seguem são apenas alguns exemplos que, além de poderem ser postos em prática na família, podem ser fonte de inspiração para outras situações, nomeadamente esta época de Natal, em que as famílias passam mais tempo reunidas.

1. História colectiva
A família inventa uma história. Um elemento faz a primeira frase. O seguinte continua a história com outra frase e assim sucessivamente. Terminada a volta por todos os familiares, inicia-se nova ronda até que alguém conclua a história. Pode também ser previamente combinado o número de voltas ou o tempo para a realização desta actividade. Neste caso, o último elemento da família na volta combinada ou a falar no tempo previsto para a conclusão termina a história. As frases podem ser escritas por quem as diz, à medida que a história vai sendo contada, ou então a actividade pode desenvolver-se em duas fases: 1.ª - a história é criada oralmente; 2.ª - a criança escreve a história e ilustra-a.

2. Jogo das rimas
Um elemento da família diz e escreve uma palavra. Os restantes, na sua vez, dizem e escrevem uma palavra que rime com essa. Quem não o conseguir fazer perde e é excluído. Ganha o último a ficar em jogo.

3. Jogo das matrículas
Num percurso de carro, os elementos da família procuram fazer palavras que incluam as duas letras da matrícula dos carros que encontram. Ganha quem fizer o maior número de palavras.

4. Letra inicial
Pede-se à criança que diga e escreva o maior número possível de palavras começadas por uma determinada letra. Essas palavras podem ou não ter de respeitar um determinado critério. Exs.: animais, nomes de pessoas.

5. Em determinadas idades, alguns jovens poderão ser receptivos à ideia de escrever um diário. Se é o caso do(a) seu/sua filho(a), ofereça-lhe um. Mas, atenção: respeite a privacidade e não procure ler o que ele(a) lá escreve.

As sugestões apresentadas têm graus de dificuldade diferentes e fazem apelo a diversos conhecimentos e competências. Devem ser seleccionadas de acordo com a idade e os conhecimentos das crianças envolvidas. No entanto todas elas implicam uma interacção positiva entre pais e filhos que proporcionará uma vivência agradável da escrita, contribuindo para que ela seja um prazer.

Olha para o que eu faço, não olhes para o que eu digo.

Dificuldade em escrever e falta de gosto pela escrita são dois problemas que afectam muitas crianças e jovens e que preocupam professores e pais. Se a escrita é uma actividade inexistente no ambiente familiar ou considerada muito difícil, as crianças crescem ignorando-a ou desenvolvendo concepções negativas a seu respeito (como, por exemplo, escrever é muito difícil, escrever é muito aborrecido ou dá muito trabalho...).

Como podem os pais contribuir para que o ambiente familiar motive as crianças para a escrita e ajude a desenvolver competências nesse domínio? Dizer que escrever é bom e paralelamente evitar realizar essa actividade é demonstrar precisamente o contrário. Torna-se necessário haver coerência entre as palavras e os actos. A realização conjunta de actividades de escrita, de carácter utilitário ou lúdico, na família é uma boa forma de incentivar o gosto por elas. Seguem-se alguns exemplos de actividades que fazem apelo a diferentes tipos de conhecimentos e implicam diferentes graus de dificuldade (estas propostas devem ser seleccionadas de acordo com o nível etário da criança e com os seus conhecimentos no domínio da escrita):

1. RecadosA comunicação na família pode, em determinadas circunstâncias, ser feita através de recados escritos. Exs: a criança chega a casa antes dos pais e estes deixam-lhe uma mensagem escrita para que não se esqueça de fazer os TPCs e de preparar a pasta para o dia seguinte; a criança pede aos pais que lhe comprem determinado material para a escola e eles sugerem-lhe que escreva um bilhete para eles não se esquecerem de o fazer.

2. Dicionário ilustradoAjude o seu filho a fazer pequenos dicionários temáticos ilustrados. Para um dicionário sobre animais, por exemplo, a criança desenha um animal ou cola uma imagem em cada folha A5 e escreve o nome dele. Pode também acrescentar um pequeno texto informativo com características desse animal. As capas podem ser feitas em cartolina, com uma ilustração adequada e o nome do dicionário e do autor (a criança). Para terminar, peça ao seu filho que fure as folhas e as capas e as una utilizando um fio ou uma fita.

3. Oferta de cadernosAdquira ou faça cadernos que sejam bonitos e fora do comum e ofereça-os aos seus filhos para que escrevam histórias e as ilustrem.

4. ConcursosHá revistas infantis e editoras de livros infantis e juvenis que promovem concursos de escrita. Incentive os seus filhos a participarem e/ou sugira aos professores que também o façam nas suas aulas.

5. Passatempos de revistasOfereça aos seus filhos revistas com jogos de palavras, tais como palavras cruzadas e sopas de letras. Se eles não mostrarem grande interesse por essas actividades, procure fazer os jogos em conjunto com eles, para que adquiram gosto e motivação. Estes passatempos contribuem para o desenvolvimento de vocabulário e para a correcção ortográfica.

Escrevendo num ambiente agradável e lúdico pode-se ganhar gosto pela escrita e pode-se aprender a escrever melhor. Ajudar os filhos a gostar de escrever é contribuir para que eles sejam mais criativos e organizem melhor e de forma mais clara o seu pensamento. Terminar o ano de 2010 a aumentar o prazer na escrita é um contributo para entrar bem em 2011, o ano de início do futuro.
Armanda Zenhas
Educare e educareII

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Concurso Nacional de Jornais Escolares de 2010-2011

As Redes Sociais são o tema do Concurso Nacional de Jornais Escolares de 2010-2011, promovido pelo PÚBLICO, no âmbito do projecto PÚBLICO na Escola. Este é um concurso aberto a todos os alunos, do pré-escolar ao ensino secundário, para todas as escolas, públicas e privadas, que façam jornais escolares, em papel ou online.

Para participar, as escolas podem inscrever-se durante o mês de Março. Até ao final do ano lectivo, os estabelecimentos de ensino podem enviar três edições dos jornais escolares feitos este ano. Em pelo menos uma das edições, o tema terá que ser As Redes Sociais. Entre o que poderá servir para caracterizar o espírito do tempo - não é despropositado referir a lista de palavras mais vezes consultadas no motor de busca Google -, o ano de 2010 tornou evidente o enorme interesse dos internautas pelas redes sociais. Em Portugal, estas encontram-se no topo da lista de palavras mais populares.

As redes sociais têm vantagens e inconvenientes. Rentabilizar as primeiras e eliminar ou atenuar os efeitos dos segundos é um sério desafio - também educativo - que se deve colocar a quem nelas participa. Contudo, antes é preciso conhecer melhor cada rede social, identificar os riscos que se colocam, sobretudo aos membros mais vulneráveis, e perceber de que modo o seu uso pode ser benéfico para a comunidade escolar e o trabalho educativo. É esse trabalho que o PÚBLICO na Escola quer estimular no presente ano lectivo, razão por que As Redes Sociais são o tema do concurso deste ano.

Os prémios são conhecidos em Outubro. O concurso tem o apoio do Ministério da Educação, do programa Ciência Viva, da Porto Editora, do Museu Nacional de Imprensa, do Centro Português de Design, do programa Juventude em Acção, entre outros. Toda a informação sobre o concurso estará disponível no blogue Página 23 (http://projectopne.blogspot.com) e no Boletim PÚBLICO na Escola.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Site literário incentiva adolescentes a escrever

O projeto online Figment.com foi criado por Jacob Lewis, ex-editor da revista The New Yorker, e por Dana Goodyear, jornalista da mesma revista. O site, já em funcionamento, é uma forma simples e gratuita para os jovens lerem e escreverem ficção no computador e também no telemóvel.
No Figment os utilizadores podem escrever romances, contos e poemas, colaborar com outros autores, e, ao mesmo tempo, dar e receberfeedback sobre os trabalhos publicados. O projeto começou por ser pensado como um Facebook literário para adolescentes, mas os criadores convenceram-se que os jovens não querem um novo Facebook, mas sim "ler, escrever e descobrir novos conteúdos", segundo afirmou Jacob Lewis ao The New York Times.
O Figment pretende explorar e expandir um novo género literário - o "romance de telemóvel" - que teve origem recentemente no Japão, onde raparigas se ocupam a escrever ficção nos seus telemóveis.
"Queríamos que as pessoas fossem capazes de escrever o que quisessem em qualquer forma que quisessem", afirmou Lewis, acrescentando que os trabalhos já publicados incluem ficção científica, biografias e romances longos. Lewis espera que o Figment ultrapasse 1 milhão de utilizadores.
"Crepúsculo", a saga da autora americana Stephenie Meyer que se tornou um fenómeno mundial e ressuscitou o fascínio por romances paranormais, é um exemplo da grande influência dos gostos de leitura dos adolescentes no mercado dos livros. É neste contexto que o Figment está a receber atenção por parte dos editores, que podem aprender mais sobre os hábitos de leitura dos adolescentes e melhorar a oferta. Ao mesmo tempo, podem encontrar novos talentos e promover autores.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Novo Acordo Ortográfico será aplicado no próximo ano lectivo


O novo Acordo Ortográfico vai ser aplicado nas escolas já no próximo ano lectivo 2011/2012, ou seja, em Setembro do próximo ano, decidiu hoje o Governo em Conselho de Ministros.
O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência no final da reunião. A resolução do Conselho de Ministros determina também que três meses mais tarde, ou seja, a partir de 1 de Janeiro de 2012, as novas regras ortográficas serão também aplicadas a toda a actividade do Governo e dos organismos, entidades e serviços que dele dependem.
Mas até lá, e já a partir do próximo dia 1 de Janeiro, serão lançadas campanhas de sensibilização e informação para os cidadãos e outras específicas para os funcionários públicos, com o objectivo de esclarecer as implicações do novo Acordo Ortográfico.
Além disso, a resolução do Conselho de Ministros aprovada hoje adopta o novo Vocabulário Ortográfico do Português derivado do acordo, e o conversor Lince como ferramenta de conversão ortográfica de texto para a nova grafia. Ambos estão acessíveis gratuitamente em www.portaldalinguaportuguesa.org, assim como em todas as páginas dos ministérios na internet.
O Acordo Ortográfico, que será adoptado pelos oito Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, foi aprovado pelo Parlamento português em 2008. Entrou em vigor em Janeiro deste ano, mas foi definido um período transitório de seis anos para a sua adaptação e aplicação progressiva.
A adopção do acordo, defende o Governo, " visa contribuir para a expansão e afirmação da língua portuguesa, através da consolidação do seu papel como meio de comunicação e difusão do conhecimento, como suporte de discurso científico, como expressão literária, cultural e artística e, ainda, para o estreitamento dos laços culturais".
In: Público

sábado, 27 de novembro de 2010

30 mil alunos por ano aprendem a fazer jornais


Estudantes de todo o País, entre os dez e os 18 anos, vestem a pele de jornalistas por um dia. Uma experiência que se pretende lúdica e pedagógica. O centro educativo Media Lab é hoje inaugurado oficialmente, mas já é um verdadeiro sucesso.
Mais de 30 mil alunos, de norte a sul do País, 120 por dia, são esperados no Media Lab do DN durante o seu primeiro ano de funcionamento. Qual é a importância do jornalismo? O que é e como se faz uma notícia? Quais os assuntos com maior importância num jornal e para a sociedade, em geral? Como se compõe um bom título e uma manchete? O que é e de que é feito um lead? Como se faz uma primeira página de um jornal? Como se complementa o papel com o digital?
Todas estas e tantas outras perguntas são ensinadas, na teoria e na prática, aos mais novos, no mais recente projecto do DN, o Media Lab. O centro educativo, que é hoje inaugurado e oficialmente lançado segunda-feira, vai organizar workshops sobre o mundo do jornalismo, colocando os estudantes das escolas básicas e secundárias de todo o País na pele de jornalistas por um dia.
No Media Lab, os alunos vão aprender mais sobre a importância dos meios de comunicação (e do DN, em particular) na nossa sociedade e cultura, ficarão a conhecer o edifício e a história do jornal e têm ainda a ocasião de criar uma primeira página de um diário, com conteúdos escolhidos por eles.
Um projecto inovador, que levou cerca de seis meses a ganhar vida, e que pretende cruzar a aprendizagem com a criatividade dos mais novos. Tudo isto com a ajuda de tecnologia avançada, numa clara e forte aposta do DN, a pensar no futuro.
Apesar de o lançamento oficial ser apenas esta segunda-feira, o projecto educativo tem sido testado desde meados de Novembro, tendo já registado um enorme sucesso. 
Veja o vídeo:

Projecto inovador gera entusiasmo em professores e aluno


O Media Lab, projecto dinâmico e multiplataformas, pretende ensinar coisas sérias de uma forma divertida. Com o colete do DN (jornal Diário de Notícias) vestido e de caneta na mão, o entusiasmo é geral quando chega a hora de os alunos se tornarem em jornalistas por um dia. Um projecto que levou seis meses a concretizar, com tecnologia de ponta, e que é inovador em Portugal.
Ser repórter por um dia. A ideia lançada agrada, de imediato, aos alunos que entram na galeria do DN, no piso 0 do edifício na Avenida da Liberdade, onde está instalado o Media Lab. Assim que vestem os coletes do Diário de Notícias e se preparam para entrar em missão, o entusiasmo aumenta.
Durante as duas horas seguintes, cada turma não só fica a conhecer a história do edifício do DN, assim como a do próprio jornal, mas também aprende o ABC do jornalismo, as suas principais bases, regras e suas implicações junto da sociedade. O novo centro educativo do DN pretende isso mesmo: pôr cada estudante entre os dez e os 18 anos na pele de um jornalista, dando-lhe a possibilidade de criar uma primeira página de um jornal.
O Media Lab, que já está em funcionamento desde o dia 15, em sessões-piloto, tem recebido várias escolas do País. Este é um projecto recente, mas o sucesso já se faz sentir: a procura por parte das escolas nacionais tem sido tanta que já só se aceitam reservas a partir de Fevereiro. Num ano são esperados mais de 30 mil alunos no Media Lab do DN, cerca de 2600 por mês e 120 por dia, 60 de manhã e 60 à tarde.
O director de Marketing do Diário de Notícias explica a necessidade de criar um projecto inovador e ambicioso como este. "Os jovens de hoje têm ao seu dispor muitas e variadas ferramentas tecnológicas de acesso a informação, quer nas escolas quer em casa. Mas, de uma forma geral, desconhecem os processos, os preceitos e os meios subjacentes à criação de conteúdos informativos. Por outro lado, muitos dos jovens de hoje desconhecem a verdadeira dimensão e impacto social, político, económico e até cultural que um jornal como o DN teve ao longo dos seus quase 150 anos de existência", frisa Alexandre Nilo Fonseca.
Dotar os estudantes do País de um olhar mais crítico é um dos desafios. "Um projecto é sempre emotivo e agradável, porque nós gostamos muito de projectos educativos, que deixam os miúdos a pensar. É o nosso ADN, fazer com que os alunos venham aqui aprender. Hoje em dia, os alunos não têm noção do que é o jornalismo, porque são bombardeados com tanta informação. Não conseguem fazer essa triagem. O Media Lab fá-los pensar. É gratificante e inspirador fazer este tipo de trabalho com os mais novos", explica Matilde Ataide, da Brand Meaning, a empresa que desenvolveu o projecto em parceria com o DN.
Um projecto como este exigiu um forte investimento em tecnologia de ponta. Computadores portáteis com webcam, projectores touch screen e o software que permitem aos alunos pôr em prática o que aprenderam, são apenas alguns exemplos.
O Media Lab é um projecto dinâmico, com várias etapas. Mas vamos por partes. As turmas chegam à galeria do DN e são credenciadas com um colete do jornal. De seguida, ficam a saber mais sobre os painéis de Almada Negreiros patentes na galeria do edifício do DN e recebem um pequeno briefing sobre a história do prédio do jornal.
Depois, segue-se o visionamento de um filme do renovado auditório multimedia do DN. Com imagens históricas de arquivo, alunos e professores são levados no tempo, numa viagem que aborda a história do DN e dos principais acontecimentos históricos que a ele ficarão associados. Por fim, os alunos agrupam-se em pares e constroem uma primeira página de jornal de raiz: escolhem títulos, imagens, leads, corpos de notícia e dispõem-nos na capa da forma que querem.
"As escolas podem esperar duas horas de informação, divertidas mas didácticas, ou seja, ludopedagógicas. Eles vêm aprender coisas sérias de uma maneira simpática e engraçada. Diferente, até. É mais divertido do que estar na sala de aula a aprender o que é uma manchete, uma notícia. Aqui fazem in loco o que dão em teoria, nas aulas. Mesmo que se trate de alunos que não sejam de jornalismo, é sempre bom ter um espírito crítico de tudo o que nos rodeia. Têm de saber distinguir a notícia e o que é mais ou menos importante", diz Matilde Ataide.
Elsa Caetano, professora da EB 2/3 D Pedro IV, de Massamá, uma das escolas que visitaram o Media Lab esta semana, afina pelo mesmo diapasão. "Este projecto entusiasmou-me logo. É extremamente importante esta ligação. Calhou mesmo bem, porque estou a trabalhar com a minha turma o texto de imprensa. Todos os conteúdos do Media Lab, aquilo que vimos e toda a organização do projecto, estou a gostar imenso. É muito válido e é algo que traz os miúdos para a realidade. É uma iniciativa óptima", afirma a docente.
Cláudia Vau é uma das formadoras do Media Lab e ensina a base do jornalismo aos mais novos. "É muito importante que os jovens comecem a perceber que as notícias não são fabricadas. São baseadas nos factos da actualidade", explica. A formadora salienta o entusiasmo com que as escolas visitam o novo espaço do DN. "Os alunos não são muito desordeiros. Vêm muito entusiasmados com a ideia de fazer uma primeira página, é uma coisa importante. Levam a iniciativa muito a sério", frisa.
Duas semanas após as primeiras sessões-piloto, Matilde Ataide confessa que o mais difícil em dar vida ao projecto reside na tecnologia. "A parte de software é sempre a mais difícil. Mas, felizmente, tem corrido tudo bem e estamos bem preparados para o lançamento".
Com o sucesso do Media Lab, é possível que o projecto transforme mais estudantes em futuros jornalistas, é a expectativa dos responsáveis do projecto.