quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Materiais de Apoio ao Programa de Espanhol do 2.º Ciclo do Ensino Básico

A DGIDC editou a publicação Materiais de Apoio ao Programa de Espanhol do 2.º Ciclo do Ensino Básico.
Estes materiais apresentam sugestões de tarefas a desenvolver na sala de aula, de acordo com as áreas temáticas que constam no Programa de Espanhol – nível de iniciação – 5.º e 6.º anos de escolaridade. Cada unidade temática abordada propõe várias tarefas intermédias e uma tarefa final, com o objetivo de desenvolver e potenciar o uso das diversas competências comunicativas, fomentando a colaboração, a interação e a criatividade dos alunos.
Considera-se que estes materiais promovem a utilização das novas tecnologias como instrumentos de aprendizagem, de comunicação e de informação, pelo que poderão ser utilizados e/ou adaptados por professores e alunos de Língua Estrangeira – Espanhol, não só do 2.º ciclo, como também do 3.º ciclo do ensino básico.
Poderá consultar e/ou fazer o downloada destes materiais na área das Línguas Estrangeiras do portal da DGIDC.
Fonte: DGIDC

Projeto Juventude – Saber com Normas

O IPQ, enquanto Organismo Nacional de Normalização considera que a divulgação da normalização nas escolas é uma abordagem estruturante e estratégica na medida em que, dá a conhecer a importância crescente que esta actividade tem na economia mundial, numa dimensão transversal e ainda pelos múltiplos impactos na vida de todos os cidadãos. Sendo a inclusão da Normalização na oferta formativa através dos sistemas de ensino, uma aposta incontestada por parte da Comissão Europeia, desde 2008, o IPQ assume e reconhece a importância da continuidade deste Projecto, que conta com o apoio do Ministério da Educação e Ciência, através da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e que se dirige a todas as escolas do ensino secundário público e privado e a todas as ofertas de educação/formação deste nível de ensino.
O Projeto Juventude – Saber com Normas desafia todos os alunos do ensino secundário, a realizar trabalhos criativos no âmbito da normalização, com recurso à pesquisa de normas para temas diversos no âmbito do currículo e/ou do projeto educativo de escola, ou mesmo a adaptação de algum trabalho já iniciado, tendo em consideração a transversalidade da normalização e a sua importância no desenvolvimento da sociedade contemporânea.
Poderão também optar, pela realização de uma sessão temática que divulgue à comunidade escolar em que se insere, através de posters, folhetos ou filmes, a temática da Normalização e como ela é importante para a nossa vida.
As sessões temáticas deverão ser devidamente ilustradas com fotos e com exemplos dos materiais de apoio efetuados para o efeito.
Os trabalhos podem ser individuais ou de grupo e deverão ser acompanhados por um professor responsável.
Os trabalhos devem ser enviados para o Instituto Português da Qualidade até dia 28 de Maio de 2012 e serão organizados em duas categorias – Trabalhos e Eventos. Posteriormente serão analisados e avaliados por um Júri nacional. No final do ano letivo ao trabalho vencedor por categoria será entregue o respetivo prémio contemplando alunos e professor responsável e ainda Diploma para a escolas.
Informamos ainda que o Instituto Português da Qualidade está disponível para fazer sessões de formação/divulgação nas escolas, sobre esta temática.
Saiba mais sobre o Projecto Juventude no sítio Web do IPQ, clicando em MATERIAL DE APOIO.
Poderá ainda colocar as suas questões através do endereço mjgraca@mail.ipq.pt ou entrar directamente no Facebook e visualizar os trabalhos vencedores dos anos anteriores: http://www.facebook.com/pages/Almada-Portugal/Normi/150425178336087
Colabore connosco!

Fonte: DGIDC

Especialista defende que promoção da leitura previne insucesso de crianças desfavorecidas

Ao realçar o papel do contexto familiar na promoção das "aprendizagens decisivas para a vida", Lucília Salgado, professora da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), afirma ser "importante dar às crianças, já no pré-escolar, aquilo que as famílias com literacia dão aos seus filhos".

Em Portugal, "cerca de metade das crianças que entram no 2.º ciclo leem mal ou não compreendem o que leem. É importante que se recupere, já no pré-escolar, aquilo que elas não tiveram na família, desenvolvendo atividades que as levem a sentir necessidade e vontade de ler, que percebam como se escreve e como se organiza um texto", afirma a especialista.

A ESEC inicia no sábado um ciclo de conferências sobre "Novas Alternativas Educativas para a Exclusão", sob a coordenação de Lucília Salgado, no âmbito da licenciatura em Animação Socioeducativa.

Situações como "ver pessoas significativas a ler com empenho, o pai, a mãe ou os irmãos mais velhos a ler, a leitura de histórias em família, dialogar sobre o que se lê e idas a bibliotecas ou livrarias" são consideradas fundamentais para a criança adquirir o gosto pela leitura e, dessa forma, entrar no sucesso escolar.

A primeira conferência incide na temática "Prevenir uma maior qualidade educativa desde a entrada para a escola: a criação de condições para a aprendizagem da leitura e da escrita em crianças de idade pré-escolar".

A segunda conferência, no dia 12, abordará a "Educação familiar e formação de adultos para a criação de condições de uma boa inserção escolar", partindo de um estudo que indica que as famílias que participaram nas Novas Oportunidades de qualificação "passaram a valorizar mais a escola e a envolver-se mais na educação dos filhos".

Apesar das Novas Oportunidades, "quase um milhão de portugueses continuam com baixas qualificações escolares e não leem, são pessoas em situação de pobreza e exclusão. E não é com estratégias de ler o 'bê-á-bá' que se altera a situação, mas com atividades que valorizem as pessoas e partam daquilo que elas sabem, que as levem a ter necessidade de ler", alerta.

As "Competências de literacia para destinatários de baixas qualificações escolares (alfabetização de adultos)", "O Desenvolvimento Local enquanto estratégia contra a exclusão social. Criação de oportunidade de lazer assentes no património imaterial local" e "Promover o sucesso escolar em situações de educação prioritária: promoção e intervenção em contextos de risco" são os temas das restantes conferências, a decorrer até 15 de dezembro e organizadas pelo ESEC em parceria com o Instituto Humanus (IH).

sábado, 5 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Concurso Nacional de Leitura 2011/2012

Já estão abertas as inscrições e a 1.ª Fase da 6ª edição do Concurso Nacional de Leitura, mais uma vez promovido pelo Plano Nacional de Leitura (PNL), em articulação com a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB) e com a Rede das Bibliotecas Escolares (RBE). Tendo como principais objectivos estimular a prática da leitura nas escolas de uma forma lúdica, designadamente entre os alunos do 3.º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, o concurso pretende avaliar a leitura de obras literárias pelos estudantes desses graus de ensino.

Esta 6.ª edição do Concurso obedece ao seguinte calendário:
1.ª Fase - Provas eliminatórias realizadas nas escolas – de 24 de Outubro de 2011 a 13 de Janeiro de 2012;
2.ª Fase - Provas distritais realizadas nas Bibliotecas Públicas - até 30 de Abril de 2012 (Março e Abril);
3.ª Fase - Provas Finais - Maio de 2012.
As inscrições, que decorrem desde o dia 24 de Outubro, efetuam-se obrigatoriamente através do formulário referido no art.º 9.º do Regulamento e alertam-se as escolas para o facto de não serem elegíveis para as provas distritais os estabelecimentos de ensino que realizem as provas da 1.ª Fase sem terem efetuado a devida inscrição dentro do prazo anunciado.
.Para mais informações, aceder ao sítio Concursos do Plano Nacional de Leitura

A escrita na família

A escola é um mundo em que a cultura escrita impera. Um bom domínio da leitura e da escrita é fundamental para o sucesso escolar. As práticas de leitura e de escrita na família, mesmo que de uma forma não intencional, influenciam muito o gosto pela sua aprendizagem e as possibilidades de sucesso das crianças.

Referi-me já, em vários artigos, a práticas de leitura e adiantei sugestões para as famílias promoverem o gosto por ela nas suas crianças ("Para que a leitura seja um prazer" e "Ideias para fazer da leitura um prazer"). O mesmo sucedeu com a escrita ("A família e o prazer da escrita I" e "A família e o prazer da escrita II"). Neste artigo, vou centrar-me sobre práticas familiares de escrita que podem influenciar positivamente a aprendizagem escolar, apoiando-me nas conclusões de estudos desenvolvidos por Bernard Lahire, sociólogo francês.

É habitual a utilização de escrita na família? Quem a usa? O pai, a mãe, um irmão mais velho, a avó? Para que fins? É uma tarefa feita com facilidade ou muito penosa? E é feita com prazer ou como um aborrecimento? Todos estes fatores influenciam a forma como as crianças crescem a considerar a escrita, vendo-a como útil e agradável ou não, desejando aprendê-la ou não. Lahire acrescenta que, além de constituírem um exemplo, muitas dessas práticas de escrita são também formas de organização doméstica com significativos efeitos indiretos positivos na vida das crianças.

O calendário e a agenda são apontados por Lahire como instrumentos de grande utilidade. Costumam ser utilizados na família para planificar as suas atividades? Se assim é,pode-se tomar em conta um determinado período de tempo (um ano, um mês, uma semana, um dia, etc.) e repartir as tarefas a desenvolver, de maneira que todas possam ser feitas. As tarefas mais urgentes tomam a dianteira, sendo as outras programadas para um tempo posterior, mas adequado ao seu cumprimento. O tempo a dedicar a cada uma é outro aspeto a ter em conta. Isto implica refletir sobre o tempo passado, presente e futuro e gerir as atividades de uma forma mais racional e menos espontânea e imediata. Exige também autocontrolo dos desejos, pois o critério de programação é a prioridade da tarefa e não a vontade pessoal de a realizar. As crianças aprendem e habituam-se, assim, a regular e a estruturar o tempo e ainda a respeitá-lo, controlando os seus impulsos.

Catalogar fotografias ou colecionar e organizar receitas de culinária são outras atividades úteis. Para além da prática da leitura e da escrita, promovem competências de organização e gosto por ela.
Lahire salienta ainda que a escrita obriga a uma organização do discurso mais precisa e ordenada, implicando reflexividade, rigor e cuidado. Por outro lado, a escrita possibilita uma relação especial com o tempo, na medida em que os registos escritos perduram e podem ser utilizados mais tarde.

Como conclusão, e retomando Lahire, as práticas de escrita familiar e de gestão doméstica implicam uma relação com a linguagem, o tempo e a ordem que é valorizada pela cultura escolar. Por conseguinte, além das vantagens da sua utilização para a vida familiar, estas práticas são também importantes na educação das crianças e facilitadoras do seu sucesso escolar.

Bibliografia:
Lahire, B. (2004). Sucesso escolar nos meios populares: As razões do improvável. S. Paulo: Ática.
Armanda Zenhas

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Casa Fernando Pessoa assinala aniversário de Carlos Drummond de Andrade

O aniversário do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade é assinalado, esta segunda-feira, em Lisboa, na Casa Fernando Pessoa, com o "Dia D", inteiramente dedicado ao escritor, numa associação ao Instituto Moreira Salles, do Brasil, que lançou a iniciativa. 
A estreia mundial do documentário "Consideração do Poema", sobre o escritor, prevista para as 18.30 horas, culmina a jornada iniciada às 10:00, com a projecção do filme "No Meio do Caminho", feito a partir da leitura do poema homónimo de Drummond de Andrade em diferentes línguas, segundo a programação anunciada pela Casa Fernando Pessoa.
"Consideração do Poema" estabelece um panorama sobre a obra de Drummond de Andrade, a partir de leituras feitas por figuras da cultura brasileira, como o escritor e compositor Chico Buarque, os músicos Caetano Veloso e Adriana Calcanhotto, as actrizes Fernanda Torres e Marília Pera, o filósofo e poeta Antonio Cícero e o escritor Milton Hatoum.
Produzido pelo Instituto Moreira Salles, "Consideração do Poema" é exibido em Portugal e também no Brasil, nas instalações do Instituto, assim como noutras instituições brasileiras parceiras da iniciativa: escolas, universidades, livrarias, bares, museus, canais de televisão e centros culturais.
A programação do "Dia D" da Casa Fernando Pessoa integra ainda o filme "No Meio do Caminho", construído sobre a leitura do poema homónimo de Drummond, declamado em onze diferentes línguas, por personalidades como o professor David Arrigucci, o jornalista norte-americano Matthew Shirts, o cineasta de origem belga Jean-Claude Bernardet e a ensaísta brasileira Heloisa Jahn. Este filme é apresentado em sequência contínua, das 10 às 18 .
Em Lisboa, o "Dia D" encerra com uma leitura de poemas de Drummond de Andrade pelos actores Ângela Pinto e Jorge Sequerra. "A mesa", "A máquina do mundo", "Caso do vestido", "Noite na repartição", "O marginal Clorindo Gato" e "Nosso Tempo" fazem parte da sequência que pode ser ouvida após a exibição de "Consideração do Poema".
O Instituto Moreira Salles lança ainda hoje, no seu site (http://ims.uol.com.br/), o material recolhido ao longo dos últimos meses, composto por gravações de som e imagem de leituras de poemas do autor de "A máquina do mundo", feitas por cidadãos anónimos que enviaram as suas participações à instituição, por correio electrónico.
Este material deverá resultar num novo filme, segundo o Instituto e os curadores da iniciativa, Eucanaã Ferraz e Flávio Moura.
Carlos Drummond de Andrade nasceu a 31 de Outubro de 1902, em Minas Gerais, e morreu a 17 de Agosto de 1987.
O "Dia D" -- "Dia Drummond" -- foi lançado pelo Instituto Moreira Salles para celebrar a obra do escritor brasileiro, à semelhança do Bloomsday de "Ulisses", do escritor irlandês James Joyce.
In: JN

Escritor Alexis Jenni venceu o Prémio Goncourt

Alexis Jenni, revelação da rentrée literária deste ano em França, recebeu o Prémio Goncourt pelo livro "L’Art français de la guerre", publicado pela Gallimard. Jenni, de 48 anos, é um professor de biologia de Lyon até agora desconhecido no mundo das letras.
Há muito tempo que Alexis Jenni escrevia “por prazer”, mas só este ano é que lançou o seu primeiro livro, um romance que se passa na Indochina e na Argélia. O autor chama-lhe “a guerra de vinte anos”, período que vai de 1940 até à independência da Argélia, passando pela guerra na Indochina. A France Presse descreve-o como um fresco de 630 páginas, uma epopeia que “evoca a omnipresença dos vinte anos de guerras coloniais nos espíritos de hoje” e “questiona a identidade nacional” francesa.
E apesar do “efeito bomba” (a expressão é da imprensa francesa) que o livro provocou em França, catapultando o autor directamente para a lista dos favoritos ao Goncourt, Jenni é descrito pelo Le Point como uma figura “nos antípodas” dos escritores estrela, com aura de rebeldes como Michel Houellebecq, vencedor do Prémio Goncourt em 2010. Jenni, que tem origens suíço-alemãs, diz que sempre se considerou um “escritor de domingo”. “Sou modesto, o que é um handicap um pouco ridículo, eu sei”, escreveu no seu blogue desenhado, intitulado “Voyages pas très loin”.
O prémio Renaudot, tradicionalmente atribuído ao mesmo tempo que o Goncourt, foi para Emmanuel Carrère por "Limonov", retrato de Eduard Limonov, "ídolo undergound no tempo de Brejnev, vagabundo em Nova Iorque, escritor em Paris e fundador de um partido ultranacionalista na Rússia", descreve a AFP. 

Amor Intemporal - Espetáculo de Poesia Encenada

Este espetáculo, com estreia já no próximo dia 4 de Novembro, tem como intenção atingir o púbico jovem, fomentando o gosto pela poesia e recorrendo a um fundo musical composto por excertos de peças de compositores clássicos, bem como à envolvência de imagens e desenho de luzes que resulta numa linguagem multimédia, dita por 15 jovens actores, na sua maioria entre os 16 e os 28 anos.
A Associação Cultural Confluência foi fundada em 1995 em Constância e desde 2005 tem a sua sede em Cascais, sendo presidida pela sua fundadora, a escritora Maria Helena Torrado e pelo ator Ricardo Carriço. Dada a sua natureza, em Maio de 2011 foi reconhecido pelo Ministério da Cultura o interesse cultural do seu projeto, o qual se centra “na criação e promoção de cultura com saber, qualidade e responsabilidade”, pelo que esta associação desenvolve ações de natureza lúdica e artística nos domínios da literatura, da música, do teatro e das artes plásticas, concorrendo para a divulgação das tradições culturais portuguesas. Acreditando que uma oferta cultural de qualidade é uma mais valia para diversos setores e, sobretudo, um recurso indispensável para o espaço educativo, desde há muito tempo que esta associação contempla atividades dirigidas ao público escolar.  
É nesse contexto que se inscreve o espetáculo Amor Intemporal, cujo texto é da autoria de Maria Helena Torrado e a encenação da responsabilidade de Ricardo Carriço. Este espetáculo parte da seleção de autores de poesia portuguesa moderna e contemporânea – Florbela Espanca, David Mourão-Ferreira, Raul de Carvalho, José Carlos Ary dos Santos, José Gomes Ferreira, Helena Torrado, Eugénio de Andrade e Carlos Queirós – estrutura-se a partir de dois poemas de amor.
In: DGIDC

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ciberescola da Língua Portuguesa

Está agendado para dia 28 de Outubro, às 19h00, nas instalações da Fundação Cidade de Lisboa (Campo Grande, n.º 380), o lançamento oficial da plataforma de recursos interactivos e cursos online de ensino do português "Ciberescola da Língua Portuguesa", o novo serviço do Ciberdúvidas, já disponível para consulta.

A Ciberescola da Língua Portuguesa é uma plataforma de ensino e apoio ao ensino do português, na componente de língua materna e na componente de língua não materna /estrangeira. Integra recursos para professores, exercícios interactivos e cursos a distância. O acesso é universal e gratuito, não sendo necessário descarregar nenhum software adicional.

Todos os conteúdos - quer dos exercícios quer dos cursos quer do banco de recursos - são originais, produzidos e geridos por professores e investigadores em linguística. A plataforma trata as competências da gramática, leitura, escrita, oralidade e vocabulário, constituindo, desse modo, um projecto inovador no universo de oferta de ensino do português via Web.

Para mais informações, consultar o sítio Ciberescola da Língua Portuguesa - Direção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular.
In: Portal das Escolas

Alves Redol - Horizonte Revelado

No ano do centenário de nascimento de Alves Redol, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, em parceria com diversas entidades do conselho, tem vindo a promover um vasto programa de eventos no sentido de evocar o escritor e a sua obra. É nesse âmbito que o Museu do Neo-Realismo apresenta, de 22 de Outubro a 11 de Março, três exposições: "Alves Redol - Horizonte Revelado", "Alves Redol em Banda Desenhada" e "Alves Redol e a Fotografia". A entrada é livre, mas as escolas devem proceder a marcação prévia, podendo igualmente beneficiar de outras actividades oferecidas pelo serviço educativo do museu.

Estas exposições procuram não apenas celebrar uma data relevante, mas também transpor o resultado de todo um trabalho de investigação e análise acerca de Alves Redol, pioneiro do movimento neo-realista em Portugal, através da obra Gaibéus (1939).

O autor deixou um significativo património literário, resultado do compromisso assumido com o seu tempo e também com a sua cidade, Vila Franca de Xira.

Horizonte Revelado é uma exposição biobibliográfica que se considera a mais abrangente e completa até hoje realizada em Portugal, tendo sido estruturada para dar a conhecer ao público uma visão alargada e mesmo inovadora do percurso literário de Alves Redol, no sentido de permitir uma leitura mais complexa e aprofundada sobre o trajecto de um escritor essencial para entender os valores e as ideias que marcaram o Portugal de meados do século XX.

Para mais informações, aceder ao blogue da Rede de Bibliotecas Escolares ou ao sítio do Museu de Neo-Realismo da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.
In: Portal das escolas

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Concurso PARTICIPAR PARA MUDAR

O concurso Participar para mudar destina-se a todos os alunos que frequentam o ensino básico, secundário e profissional, desafiando-os a desenvolver projetos que promovam a participação na comunidade. Os critérios essenciais para a elegibilidade dos projetos consistem na abordagem às questões da Cidadania Europeia e no envolvimento da comunidade educativa e local.
Os projetos concorrentes devem ser elaborados por grupos com um máximo de 15 participantes, incluindo o seu responsável pedagógico, seja um professor ou um encarregado de educação. Podem inscrever-se vários grupos por estabelecimento de ensino.
Para mais informações acerca do concurso e da temática Cidadania Europeia consulte: www.participarparamudar.eu.

O novo Acordo Ortográfico


Já cheguei a ouvir protestos contra a adulteração da língua de Camões ou Fernando Pessoa. Mas a língua desses mestres da nossa literatura, o nosso português (tão nosso quanto dos brasileiros, moçambicanos e todos os povos de língua portuguesa), não se escrevia na sua época como se escreve hoje. Atentemos no seguinte exemplo, retirado de um poema de Fernando Pessoa, temporalmente bem mais próximo de nós, apesar de tudo, do que a obra de Camões:


A Grande Esphynge do Egypto sonha por este papel dentro...
Escrevo - e ella apparece-me atravez da minha mão transparente
E ao canto do papel erguem-se as pyramides...
Retirado do poema Chuva Obliqua de Fernando Pessoa (1914), publicado na Revista Orpheu 2 (p. 119 da 3ª reedição, Edições Ática, datada de 1984).

A língua sofre evolução ao longo dos tempos e, em Portugal, como noutros países, as normas oficiais que regem a ortografia foram/são alvo de revisões e de atualizações, quanto tal se torna necessário. O principal objetivo do presente Acordo Ortográfico é uniformizar a ortografia do português nos vários países de língua oficial portuguesa.

Com certeza, já se apercebeu de algumas das principais mudanças:

- Desaparecimento de consoantes mudas: Ex.: "ação" em vez de "acção"; "perentório" em vez de "peremptório", passando, neste caso, o "m" a "n".
- Reformulação das regras de utilização de hífen. Exemplos de palavras em que o hífen deixa de ser utilizado: "contraindicação" em vez de "contra-indicação"; "fim de semana" em vez de "fim-de-semana"; "hei de" em vez de "hei-de".
- Utilização de minúscula em vez de maiúscula. Ex.: nos nomes dos meses, nas estações do ano e nos pontos cardeais.
- Possibilidade de dupla grafia em diversas situações, para acautelar as diferenças de pronúncia dos vários países. Ex.: conservação ou supressão de consoante, conforme seja pronunciada ou não ("detectar" no Brasil, mas "detetar" nos restantes países); utilização de acento circunflexo ou de acento agudo ("Antônio" no Brasil, mas "António" em Portugal).

Não será muito fácil, nesta fase inicial, habituarmo-nos à mudança. Portanto, precisamos de estudar as regras e de utilizar os diversos recursos - hoje de mais fácil acesso, devido à Internet - que temos à disposição.

Deixo dois sites como sugestão:

- A Porto Editora possui uma página especial sobre o Acordo Ortográfico com diversas rubricas e recursos de grande utilidade: um conversor gratuito de textos ou de ficheiros on line, a História do Acordo e a legislação que o regulamenta, nomeadamente a que define as etapas da sua entrada em vigor; o texto completo do Acordo; uma coletânea das dúvidas mais frequentes e respetivas respostas; diversos vídeos explicativos das principais mudanças; sugestão de produtos e recursos úteis da Porto Editora.

- O EDUCARE.PT criou também uma página especial de recursos para professores, em que divulga videos, livros e resposta a dúvidas, com a colaboração do site da Porto Editora referido anteriormente.

Se costuma ajudar os seus filhos no estudo em casa, estes recursos podem ser um bom auxiliar. Utilize-os e dê-lhos a conhecer, para que os consigam usar de forma autónoma. Contudo, é preciso ter em conta que o conversor é um bom auxiliar, mas não substitui o conhecimento das novas regras, que é preciso estudar e aplicar.

Legislação consultada:
Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, de 25 de janeiro
 
Armanda Zenhas
 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ainda somos conservadores quando lemos ebooks

O que os adultos querem de um ebook é que ele seja o mais parecido com o livro em papel. Só abrem uma excepção para a criatividade: quando se trata de literatura infantil. As vendas de livros impressos caíram em 2010 e os géneros mais afectados foram a ficção e a literatura infantil. E é o grupo britânico Pearson que lidera o mercado mundial foi hoje divulgado no primeiro dia da Feira do Livro de Frankfurt.
Os leitores que compram ebooks actualmente nos Estados Unidos são muito conservadores. "Querem ler nos seus ereaders o que lêem no papel. A questão agora é saber se no futuro esses leitores vão querer ter nos seus aparelhos coisas mais criativas", disse John Makinson, ontem à tarde, no primeiro dia da Feira do Livro de Frankfurt, numa sessão onde se discutiam quais os novos horizontes para a indústria editorial global.
Mas quando se entra no mercado da literatura infantil, a percepção dos leitores é diferente. "Basta ver uma criança de dois anos a mexer num iPad, um tablet da Apple, para se perceber o que vai acontecer no futuro", acrescentou o CEO da Penguin. Um leitor habitual de livros em formato digital está disposto a pagar mais dinheiro por uma aplicação ou por um ebook que tenha toda a tecnologia multimédia que lhe pode estar associada - vídeo, áudio, etc, etc - se se tratar de um livro de literatura infantil. Mas quando se entra no mercado de livros para adultos, o que os leitores querem ainda é ter a mesma experiência que têm ao ler um livro em papel.
Outros dos dilemas que a marca Penguin enfrenta num momento em que a digitalização facilita a globalização é saber se deve continuar a apostar no mercado da língua inglesa ou se deve optar por estender a sua marca para outros países, como já fez no Brasil numa associação com a editora Companhia das Letras.
O CEO da Penguin, John Makinson, falava durante a sessão onde foi divulgada a lista dos maiores grupos de editores do mundo em 2011 feita pela revista especializada LivresHebdo . O grupo britânico Pearson aparece em primeiro lugar nesta classificação da indústria editorial. Com as suas duas marcas - a Pearson Education e a Penguin - teve em 2010 o melhor ano da sua história com um total de volume de negócios de 6102 milhões de euros. A Pearson Education é considerado o mais importante editor escolar do mundo e a Penguin Group (Dorling Kindersley, Puffin e Ladybird) é um dos principais editores generalistas mundiais com a publicação de 4 mil novos títulos por ano.
A uma distância de mais de 700 milhões de euros aparece nesta lista da LivresHebdo em segundo lugar, o grupo Reed Elsevier com um total de 5387 milhões de euros em 2010. Com as marcas Lexis Nexis e Elsevier Science, este grupo é especializado em publicação de livros de ciência, medicina, direito e gestão. Em terceiro lugar na lista ficou o grupo canadiano Thomson Reuters. Em quinto, a Bertelsmann, seguida da Hachette Livre em sexto.
É o quinto ano que este palmarés que classifica os grupos editoriais mundiais é realizado pela revista francesa em conjunto com a Rudriger Wischenbart Content and Consulting.
Pela primeira vez entraram na lista grupos editoriais chineses, russos e brasileiros. Na China, no Brasil e na Coreia os novos gigantes da edição estão ligados à edição escolar e universitária.
Um outro relatório sobre a vendas de livros mundiais foi divulgado durante a conferência TOC – Tools of Change em Frankfurt. A Nielsen Book revelou que as vendas de livros impressos continuaram a cair em 2010 em diversos mercados e concluiu que as condições macroeconómicas vão ficar piores antes de melhorarem.
No mercado a maior queda na venda de livros impressos deu-se na Irlanda (8,7 %), no Reino Unido (6,1%), nos EUA (5,7%) e em Espanha (2,3 %). O género literário mais afectado por esta quebra de vendas nos livros impressos foi a ficção seguida dos livros infantis.
 In: Público

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Novo programa de Língua Portuguesa


Um novo programa de Língua Portuguesa entrou em vigor, através da publicação em Diário da República da Portaria n.º 266/2011 de 14 de Setembro.
Após uma fase de preparação dos professores de Língua Portuguesa, tanto através de formação como da atribuição de tempos da componente não lectiva para a realização de sessões de trabalho nas escolas, encontram-se reunidas as condições para a entrada em vigor do novo programa no ano lectivo de 2011-2012, designadamente nos 1.º, 2.º, 5.º e 7.º anos de escolaridade.
Para os 3.º, 6.º e 8.º anos a sua aplicação far-se-á apenas no ano lectivo de 2012-2013, ficando para o ano lectivo de 2013-2014 a sua extensão aos 4.º e 9.º anos de escolaridade.